EstimuLar

sábado, 24 de setembro de 2011

Apnéia e Ronco: Atuação Fonoaudiológica


Você ronca muito e ocasionalmente acorda sufocado durante a noite??
A Fonoaudiologia pode fazer mais por você!
O ronco é decorrente de “obstáculo a livre passagem da corrente aérea pelas fossas nasais e orofaringe”. Atinge a maioria da população e causa desconforto respiratório, podendo ocasionar apnéia noturna (parada da respiração durante o sono).
Podendo atingir a incrível intensidade sonora de até 80dB (decibéis) num indivíduo adulto, o ronco pode ter como causas a hipertrofia de adenóides, quadros alérgicos, mal formação congênita, estresse, maus hábitos bucais, entre outros. Essas causas é que podem levar o indivíduo a utilizar a boca como rota para a respiração, e assim, desenvolver o ronco durante seu sono.
A investigação e o tratamento se iniciam no consultório Otorrinolaringológico. Diversos exames podem ser pedidos como respaldo para delimitar o tratamento médico, a polossonografia é um deles. 
Como a Fonoaudiologia pode ajudar?
O indivíduo que não consegue respirar naturalmente pelo nariz, utiliza-se da boca para respirar. 
Automaticamente, com a utilização permanente desta via, o sujeito apresentará um desequilíbrio na musculatura orofacial, que, durante o relaxamento proporcionado pelo sono, estarão mais flácidos e vibrando à passagem de ar.
É esta vibração que caracteriza o som do ronco, e ainda pode impedir a passagem de ar e ocasionar uma parada da respiração – apnéia – durante o sono.
Muitos outros fatores e funções estarão em desequilíbrio no quadro de ronco e apnéia, entretanto, os maiores objetivos do tratamento fonoaudiológico é adequar a força e a mobilidade dos músculos orofaciais e da faringe, e restabelecer a função do nariz como via principal de entrada de ar no organismo.
É importante ressaltar que o trabalho do Fonoaudiólogo é em conjunto com o tratamento Otorrinolaringológico, pois para êxito da terapia muscular, é necessário se tratar as causas que levam o indivíduo a roncar.
O tempo de tratamento dependerá do empenho do paciente, porém a garantia é de uma reabilitação mais rápida possível.

Como lidar com os Hábitos Orais Deletérios?


A primeira e talvez a mais importante forma de fazer com que não ocorra o hábito oral deletério é a amamentação no seio materno. O bebê que mama no peito normalmente sacia sua necessidade de sucção e não desenvolve hábitos orais deletérios.

Quando esses hábitos acontecem exige-se algumas condutas:
  • Para que a criança pare de chupar chupeta, aconselha-se não colocar a sua disposição várias delas, e sua remoção deve ser gradativa, diminuindo e delimitando o tempo de uso. Uma dica é furar a ponta da chupeta para que não seja tão prazeroso o ato de sugá-la.
  • Manter as unhas das crianças sempre cortadas pode evitar que a criança adquira o hábito de roê-las.
  • Para tentar fazer com que pare de chupar o dedo, ofereça sempre mordedores, preferencialmente gelados (coloque-os na geladeira antes de oferecer à criança). Assim a criança se entreterá com o mordedor e esquecerá o dedo.
  • Sempre que a criança estiver com o dedo na boca, não recrimine, apenas tente distraí-la para outra atividade que tenha que fazer uso das mãos.
  • Ofereça à criança copos coloridos e diferentes para tentar substituir o uso da mamadeira.

Lembre-se: A solução definitiva para acabar com o hábito da criança é descobrir e eliminar as causas que estão gerando esse hábito, sabendo que muitos deles ocorrem por problemas emocionais deve-se introduzir um novo hábito para eliminar o antigo. Este novo hábito pode ser um novo esporte, um novo livro ou um novo brinquedo.

A linguagem da pessoa com deficiência auditiva - Revista ciranda da inclusão

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Seu filho está ouvindo bem?


Pais que têm dúvidas sobre a audição de seus filhos, aqui vão alguns esclarecimentos sobre este tema.

- As perdas de audição podem acontecer em diversas formas:
a) há perdas em um único ouvido e isso pode passar despercebido pela família
b) existem perdas auditivas que se apresentam em forma "flutuante" - ora escuta melhor, ora pior.
c) há perdas auditivas que se instalam ao longo da vida; mesmo que o resultado da avaliação auditiva tenha sido normal, pode haver instalação da perda a qualquer momento. Faça exames periódicos.

- As perdas de audição podem acontecer em vários graus.
a) perdas auditivas em grau leve interferem no desenvolvimento da fala e no aprendizado escolar
b) perdas auditivas em grau moderado podem dificultar bastante os relacionamentos com as outras crianças e piorar o rendimento escolar.
c) observe se seu filho fala muito alto - há diferença entre "hábito" e "dificuldade"

Marque uma consulta com um otorrinolaringologista e com um Fonoaudiólogo.

Livreto Amamentação sem complicação

domingo, 18 de setembro de 2011

Pesquisa relaciona perda auditiva e demência


Os idosos com perda auditiva têm um risco muito maior de desenvolver demência mais cedo do que aqueles que conseguem ouvir bem.
Os idosos com perda auditiva têm um risco muito maior de desenvolver demência mais cedo do que aqueles que conseguem ouvir bem, de acordo com estudo realizado por pesquisadores da Universidade Johns Hopkins e do Instituto Nacional sobre o Envelhecimento.
"As pesquisas até hoje analisaram o que afeta a perda auditiva, mas poucos observaram o quanto uma perda auditiva afeta a função cognitiva do cérebro", disse o coordenador do estudo, Frank Lin, professor assistente na divisão de Otologia da Universidade Johns Hopkins.
A investigação centrou-se 639 pessoas, cuja audição e habilidades cognitivas foram testadas entre 1990 e 1994 como parte do BLSA (Estudo longitudinal do Instituto sobre o Envelhecimento). Cerca de um quarto dos participantes tinham perda auditiva no início do estudo, mas nenhum tinha demência.
Os voluntários foram acompanhados através de exames a cada 1-2 anos, até 2008, 58 deles haviam desenvolvido demência. Comparado com os participantes com audição normal, as pessoas com perda auditiva leve, moderada e grave tiveram o dobro, triplo, e até cinco vezes mais o risco de desenvolver demência ao longo do tempo. De fato, quanto maior a perda auditiva, maior o risco de desenvolver a doença.
A ligação entre a perda da audição e demência ainda é incerta, mas os pesquisadores sugerem que as duas condições podem compartilhar uma patologia em comum, ou que o estresse de longo prazo devido à dificuldade para decodificar os sons, pode exasperar os cérebros desses indivíduos, deixando-os mais suscetíveis à demência.
Outra sugestão é que o indivíduo com deficiência auditiva começar evitar as atividades sociais, fator de risco para a demência e outros distúrbios cognitivos.
A pesquisa pode levar a novas formas de prevenção da demência, um problema que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e traz com ela um pesado fardo social, dizem os pesquisadores, mesmo algo tão simples como um aparelho auditivo pode ajudar a adiar ou impedir a demência em alguns dos casos.
O estudo foi publicado na revista Archives of Neurology, edição de fevereiro, e foi apoiado pelo programa de pesquisa interna do Instituto Nacional sobre Envelhecimento.
Fonte: Psych Central

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