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quinta-feira, 5 de abril de 2012

Autismo: Manuais para as Famílias




Novos manuais e guias para a família:
* Manual para as Famílias. 
* Manual Transição para a Vida Adulta.
* Manual para Síndrome de Asperger.
 * Manual para as Escolas.
* Guia de Treinamento para os Cuidados com os Dentes.
* Guia de Treinamento para Corte de Cabelo.

“Informações e recomendações para pais com filhos com autismo, em especial os recém diagnosticados.”

Comportamento Fonológico na criança dos zero aos seis anos de idade.


In Rios, C. (2011). "Programa de Promoção do Desenvolvimento da Consciência Fonológica". (1ª ed.). Viseu: Psicosoma.

Mastigação e Obesidade


Comer rápido pode engordar. Um estudo realizado com 3.287 pacientes no Japão e publicado no British Medical Journal mostrou bem isto. Este estudo seccional  cruzado analisou o impacto de se comer rápido e de se saciar completamente na gênese da obesidade.
                Pôde-se perceber claramente que comer até sentir-se plenamente satisfeito e comer rápido está associado com sobrepeso em homens e mulheres japoneses, e este comportamento alimentar pode ter impacto substancial no desenvolvimento da obesidade. Quase metade dos voluntários disse que tinha a tendência a comer rapidamente. Comparados com quem não comia rapidamente, os homens com este hábito tinham 84% mais chances de estarem acima do peso e as mulheres tinham duas vezes mais chances. Além disso, aqueles que, além de comerem rapidamente tinham a tendência de comer até se sentirem “cheios”, tinham mais do que o triplo de risco de estarem acima do peso.
                A maneira como comenos está sendo cada vez mais vista como uma área-chave em pesquisas sobre obesidade, especialmente desde a publicação de estudos destacando a existência de uma variante genética ligada a “sensação de estar cheio”. Um estudo publicado recentemente noJournal of Psychopharmacology concluiu que um remédio usado contra a obesidade funcionava ao desacelerar o ritmo no qual os pacientes obesos comiam.
                A OECD (Organization for Economic Cooperation and Development Society), em recente publicação mostra o tempo médio que uma determinada população leva para tomar suas refeições. Aqueles que gastam mais tempo comendo, como, por exemplo, os franceses, têm um índice de massa corpórea menor (são menos obesos).
                Fica claro que como se come, isto é, de forma tranquila, mastigando bem, é fundamental não só para a saúde como um todo, mas também para o controle do sobrepeso.  
Fonte: Barbosa, C. Martigação: um poderoso aliado da dietoterapia. Editora Ottoni, 2009.

Como educar meu filho autista?

Comece por você, se reeduque, pois daqui prá frente seu mundo será totalmente diferente de tudo o que conheceu até agora. Se reeducar quer dizer: fale pouco, frases curtas e claras; aprenda a gostar de musicas que antes não ouviria; aprenda a ceder, sem se entregar; esqueça os preconceitos, seus ou dos outros, transcenda a coisas tão pequenas. Aprenda a ouvir sem que seja necessário palavras; aprenda a dar carinho sem esperar reciprocidade; aprenda a enxergar beleza onde ninguém vê coisa alguma; aprenda a valorizar os mínimos gestos.

Aprenda a ser tradutora desse mundo tão caótico para ele, e você também terá de aprender a traduzir sentimentos, um exemplo disso: “nossa, meu filho tá tão agressivo”, tradução: ele se sente frustrado e não sabe lidar com isso, ou está triste, ou apenas não sabe te dizer que ele não quer mais te ver chorando por ele.

Você irá educar bem seu filho se aprender a conhecer o autismo “dele”, pois cada um tem o seu próprio, mesmo que inserido em uma síndrome comum.
Deverá aprender a respeitar o seu tempo, o seu espaço, e reconhecer mesmo com dificuldades que ele tem habilidades, e verá que no fundo elas são tão espetaculares!

Você irá aprender a se derreter por um sorriso, a pular com uma palavra dita, e a desafiar um mundo inteiro quando este lhe diz algum não.

Você começará a ver que com o tempo está adquirindo super-poderes, e que a Mulher-Maravilha ou o Super-Homem, não dariam conta de 10% do que você faz.

Você tem o super poder de estar em vários lugares ao mesmo tempo, afinal escola, contra-turno, natação, integração sensorial, consultas, fonoaudiologia, t.o, pedagoga, ufa…dar conta de tudo isso só se multiplicando e ainda se teletransportando ! Você é a primeira que acorda e última que vai dormir isso é, quando ele te deixa dormir, e no outro dia tá sempre com um sorriso no rosto ao despertar do teu galã. Você faz malabarismos e consegue encaixar o salário da família, em tantas contas e coisas que precisa fazer, que só mesmo com super-poderes.

Você nota que seu cérebro é privilegiado, embora você nunca tivesse imaginado que dentro de você haveria um pequeno Enstein, pois desde o diagnóstico de seu filho, você já estudou: neurologia, psiquiatria, pediatria, fonoaudiologia, pedagogia, nutrição, farmácia, homeopatia, terapias alternativas, e tantas outras matérias. Você dá aula de autismo, ouve muitas bobagens em consultórios de bacanas, e ainda ensina muitos deles o que devem fazer ou qual melhor caminho a seguir para que seu filho possa se dar bem. Ah… e a informática que anteriormente poderia lhe parecer um bicho-de-sete-cabeças … à partir deste filho, você encarou, e domina o cyberespaço como ninguém! São tantas listas de autismos, blogs, facebook, orkut, twitter … ih … pesquisa no google então, já virou craque, ninguém encontra nada mais rápido que você !

Uma hora você verá o que essa “reeducação” proporcionou a você, pois hoje você é uma pessoa totalmente diferente do que era antes de ser mãe de um autista. Nossa como você mudou, hein? E topará com a pergunta que não quer calar: “como devo educar meu filho autista?” Olhará ao redor, olhará para seu filho e perceberá que ele também está diferente, que ele cresceu, que já não é tão arredio, que as birras já não se repetem tanto, que ele até já te joga beijos! Que aquela criança que chegou solitária na escola, hoje já busca interagir, e já até fez algum amiguinho. Que ele já está aprendendo “jeitinhos” de se virar, e nem te requisita tanto mais. Então, chegará a conclusão que mesmo sem saber responder a tal pergunta, você tá fazendo um bom trabalho, e que ninguém no mundo poderia ser melhor mãe/pai que você para esse filho!

Como sentimos, entendemos e reagimos ao mundo?


Diferentes áreas de funcionamento do sistema nervoso central determinam como nós sentimos, entendemos e reagimos ao mundo.
Como um primeiro esboço para entender estas particularidades biológicas do sistema nervoso central que fazem com que cada indivíduo perceba de forma única o mundo vale caracterizá-las por áreas de funcionalidade.

Do livro “The Child with Special Needs”, Stanley Greenspan e Serena Wieder classificam essas áreas de funcionalidade como:

- Reatividade sensorial: a maneira que nós percebemos as informações através dos sentidos;

- Processamento sensorial: como e quais sentidos nós damos às informações que percebemos no meio através dos nossos sentidos;

- Tônus muscular, planejamento motor e seqüenciamento: a maneira como usamos o nosso corpo e, mais tarde, os nossos pensamentos para planejar e executar uma resposta para as informações que entram em nosso corpo através dos sentidos.

Quando esses três sistemas trabalham harmonicamente eles criam um ciclo contínuo de feedback no qual nós internalizamos sensações como imagens e sons, reagimos a essas sensações com nossas emoções, e tentamos processar e entendê-las e assim organizar nossos pensamentos e comportamentos, além dos nossos sentimentos para interagir harmonicamente com o mundo. Porém, quando uma ou mais partes desse sistema não funciona ou interage bem com os outros, nós perdemos capacidade de funcionar num óptimo estado.

Sem a habilidade de ver, ouvir, cheirar, degustar ou tocar nós viveríamos em total isolamento, seríamos incapazes não somente de sentir, mas também de pensar, pois nós não teríamos nenhuma experiência e as experiências são a base para desenvolver idéias.

Além dos 5 sentidos mais conhecidos, existem os sentidos internos do corpo: o sistema vestibular e o proprioceptivo, estes sistemas são responsáveis pela habilidade de conhecer e reconhecer o próprio corpo, saber aonde ele está no espaço, saber aonde o “eu” termina e o mundo começa.

Esses sentidos nos parecem tão invisíveis por serem automáticos nas nossas ações diárias, mas uma falha no funcionamento ou integração pode ser ilustrada com uma passagem do livro “Sounds of the Gorilla Nation”de Dawn Prince-Hughes: “Eu geralmente não conseguia perceber as pessoas como entidades inteiras, mesmo quando relativamente relaxada. Agora, os pedaços ameaçadores da professora me rodeavam, atacavam-me por todos os ângulos. Eu me vi num furacão de horríveis sensações e criticismo descabido. Eu precisava da minha mãe e sabia que aquele demônio, em forma de sarcasmo que voava em pedaços tinha o poder de manter minha mãe longe de mim. Eu não me lembro como tudo terminou."

Além disso, o sistema vestibular e proprioceptivo permite nos sentirmos seguros e equilibrados quando nos movemos, sentamos ou ficamos em pé, também nos permite perceber a proximidade das outras pessoas sem nos sentir invadidos, além de nos dar alertas de proteção caso nos sentirmos em perigo ou ameaçados. Além disso, nosso afeto ou emoções também funcionam como uma maneira de perceber o que está acontecendo ao nosso redor.

As crianças em que os sistemas sensoriais funcionam em plena harmonia são capazes de perceber e interpretar bilhões de mini pedaços de sinais sensoriais enquanto eles masterizam a habilidade de interagir com as outras pessoas. Mas as crianças que tem o funcionamento do sistema sensorial comprometido ou que não funcione em harmonia com suas várias “partes” podem não perceber ou interpretar de forma peculiar estes pedacinhos de informações enquanto elas aprendem a interagir com o mundo. Aprender a focar a atenção, aprender a interagir e se relacionar com os outros, e a habilidade de aprender a se comunicar provavelmente serão afetados pelo sistema sensorial desbalanceado.

Milhões de vias neurológicas no cérebro interpretam os milhões de pedacinhos de informações sensoriais acumulativas que recebemos e percebemos a cada segundo através do sistema de processamento sensorial. É aqui que damos sentido ao que vemos, ouvimos, cheiramos, degustamos, tocamos e sentimos.

O processamento sensorial (dar sentido ao que sentimos e percebemos) é a primeira forma de processamento que ocorre no cérebro. Os recém-nascidos vivem em um mundo essencialmente sensorial; sua maior tarefa e desafio são lidar com todos os estímulos sensoriais que recebem. Porém, quase que imediatamente começa um segundo tipo de processamento, o cognitivo, que é a capacidade de perceber padrões e criar conexões entre as coisas e acontecimentos.

Um terceiro tipo de processamento que acontece no cérebro é o emocional ou afetivo e refere-se à nossa capacidade de interpretar os sinais emocionais que recebemos dos outros.

Uma das razões das dificuldades que as crianças com necessidades especiais têm com o processamento cognitivo e emocional é que ambos os tipos de processamentos dependem de estímulos sensoriais e em crianças com deficiência, a informação sensorial pode ser confusamente percebida. Quando recebido o estímulo sensorial, ele pode não ser percebido, ser muito forte e exagerado para ser processado ou pode não ter uma forma ou padrão reconhecível para a criança.

O processamento cognitivo que é o pensar, envolve a manipulação dos dados sensoriais que percebemos em volta de nós. Nós combinamos estes diversos dados em vários padrões sobre os quais podemos fazer julgamentos. A maioria de nós somos mais fortes em um sentido do que nos outros, por exemplo, algumas pessoas são mais visuais, isso quer dizer que conseguem receber o estímulo (informação) sensorial através da visão e fazer sentido dela mais facilmente do que se a informação estivesse sido passada oralmente, através de um estímulo auditivo, por isso nós tendemos a confiar um pouco mais sobre a informação que recolhemos através do sentido que é mais dominante.

O sistema de motor é o sistema que nos permite reagir à informação (estímulo) que percebemos no nosso meio. O planejamento motor é a forma de organizar e executar essas respostas motoras.

Dificuldades com o planejamento motor geralmente estão relacionadas com dificuldades gerais de seqüenciamento.

As complexas interações sociais entre as crianças envolvem tipos ainda mais dúbios de seqüenciamento de comportamento, as crianças são imprevisíveis, em comportamento e expectativas. Descobrir qual a distância que se deve manter de alguém numa interação, estar próximo mas não muito grudado que cause desconforto, ou não tão separado que não demonstre interesse, como ser assertivo sem ser agressivo, como brincar sem parecer desrespeitoso ou perigoso - estes e outros comportamentos sociais envolvem padrões complexos de seqüenciamento.

Criar conexões lógicas entre as palavras, idéias ou conceitos envolve também a capacidade de seqüenciação. Freqüentemente, comportamentos com características que pareçam ser um problema de deficit de atenção ou de organização, podem estar relacionados aos desafios subjacentes da capacidade de seqüenciamento.

Na prática, nossos sentidos que são a porta de entrada das informações que nosso corpo terá que processar, entender e reagir podem contribuir ou serem os fatores para diversos comportamentos, alguns exemplos:

Baixa ou não reatividade e sensações de desejo podem tornar algumas crianças ativas e distraídas.
A falta de planejamento motor pode fazer as crianças parecerem perdidas e desorganizadas.
Problemas de processamento auditivo ou visual-espacial pode levar a comportamentos fragmentados e dificuldade em seguir instruções ou regras.
Hipersensibilidade a sons, imagens ou toque pode facilmente fazer as crianças reativas, distraídas e ansiosas ou oprimidas.

Outros marcadores de uma possível dificuldade de processamento sensorial são crianças muito sensíveis ou medrosas, desafiadoras, egoístas, desatentas, excessivamente ativas e buscando sensações:

A reatividade sensorial ou dificuldades de processamento sensorial podem ser a causa para falsas interpretações das informações emocionais e afetivas das pessoas próximas a criança, acabando por culminar reações emocionais inapropriadas e muitas vezes extremas.

O como nós reagimos às sensações, processamos, planejamos nossos movimentos e seqüenciamos nossas ações afeta como nós funcionamos no mundo – como nos relacionamos com as pessoas a nossa volta, quanto somos capazes de comunicar nossos desejos e idéias e como nós vamos conseguir navegar, o muitas vezes conturbado e instável, mundo das emoções.

Um estudo de perfil individual é necessário para se determinar o programa de intervenção adequado. Deve-se observar como a criança reage aos diversos estímulos sensoriais, em diferentes dias e diferentes horários, deve ser observado os padrões de interação da criança com seus pais e parentes mais próximos e vice e versa, também devem ser observadas a linguagem e as capacidades cognitivas, assim como a saúde geral da criança.

Bibliografia:

Greenspan, S I; Wieder - "The Childwith Special Needs - Encouraging Intellectual and Emotional Growth
Prince-Huges, D (2004) - “Songs of the Gorilla Nation” My Journey Through Autism
Winner, M G - "Thinking about You; Thinking about Me - Teaching perspective taking and social thinking to persons with Social Cognitive Learning Challenges" 

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Músculos da Mastigação

Os músculos da mastigação atuam em grupo, e têm a função primordial de movimentar a mandíbula em diferentes planos ou direções, aproveitando, para isso, as estruturas especiais que conformam a ATM. São considerados quatro músculos pertencentes ao grupo da mastigação: três elevadores da mandíbula, que são o mm masseter, o mm temporal e o mm pterigóideo medial, e um protrusor da mandíbula, o mm pterigóideo lateral. O mm masseter e o mm temporal são superficiais a de fácil palpação enquanto que os outros dois são profundos. Todos eles ligam a mandíbula ao crânio, derivam do mesoderma e recebem a inervação do nervo trigêmeo.
RESUMO DOS MÚSCULOS DA MASTIGAÇÃO
Músculo
Origem
Inserção
Inervação
Função
Masseter (é um mm de grande espessura, forte, quadrilátero e é composto por dois feixes)Margem inferior do osso zigomático (parte superficial) e margem inferior do arco zigomático (parte profunda)Nos dois terços inferiores da face lateral do ramo da mandíbulaNervo massetérico, ramo do mandibular (trigêmeo)Levanta (com força) a mandíbula
Temporal (é o mais potente dos mm da mastigação; estende-se em forma de leque desde a parede lateral do crânio até a mandíbula)Soalho da fossa temporal e superfície medial e fáscia temporalBordas e face medial do processo coronóide (crista temporal) e borda anterior do ramo da mandíbulaNervos temporais profundos, ramos do mandibular (trigêmeo)
Levanta a mandíbula (mais velocidade do que potência)
Retrai a mandíbula com a porção posterior
Pterigóideo Medial (trata-se de um mm quadrangular de certa espessura)Fossa pterigóideaFace medial da região do ângulo da mandíbulaNervo pterigóideo medial, ramo do mandibular (trigêmeo)Eleva a mandíbula, age como sinergista do masseter
Pterigóideo Lateral (é um mm curto, de forma prismática)Face lateral da lâmina lateral do processo pterigóideo e superfície infratemporal da asa maior do esfenóideFóvea pterigóidea e margem anterior do disco da ATMNervo pterigóideo lateral, ramo do mandibular (trigêmeo)
Protrai (e junto com os digástricos abaixa) a mandíbula pela contração bilateral simultânea
Movimenta para um doa lados pela contração unilateral
Estabiliza o disco articular

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

A Terapia de Integração Sensorial



Integração sensorial é o processo neurológico que organiza a sensação tanto do corpo como do ambiente e torna possível utilizar o corpo de forma efetiva no meio ambiente. Os aspectos espaciais e temporais dos inputs das diferentes modalidades de estímulos são interpretados, associados e unificados. É o processamento da informação… O cérebro deve selecionar promover, inibir, comparar e associar a informação sensorial num padrão flexível e constantemente modificado, ou seja, o cérebro tem de integrar a informação. (Ayres, 1989)

O brincar é uma excelente forma de desenvolver a integração sensorial. Desde pequena a criança naturalmente procura as atividades que promovem uma boa integração da informação recebida através dos sentidos. Ao movimentar-se, aprende sobre os limites do seu corpo dentro do espaço que a rodeia. Ao manipular objetos, aprende sobre o seu peso, textura e força que precisa para segurá-los. Toda essa informação é organizada e armazenada, possibilitando que a criança aprenda cada vez mais sobre o mundo em que vive.

A terapia de integração sensorial deve ocorrer pós criteriosa avaliação através de ferramentas padronizadas como as Observações Clinicas, Perfil Sensorial (Dunn, 1999; 2000) acrescida da observação do brincar livre e eventualmente outros testes conduzidos por terapeuta treinada na área são traçadas as hipóteses diagnosticas e se necessário os objetivos de tratamento.

Esta terapia é conduzida por terapeutas familiarizada com a teoria e metodologia de tratamento e é realizada em sala equipada com colchões, almofadas, diversos balanços, rede, balanço de câmara de ar, o trapézio, materiais como a caixa com grãos e bolas de texturas variadas carrinhos de rolimã e rampa entre outros equipamentos que propiciam a vivencia de brincadeiras com intenso input sensorial, sobretudo tátil, vestibular e proprioceptivo.

Os elementos centrais da terapia são: oferecer o desafio na medida certa; a escolha das atividades deve necessariamente ser feita em parceria com a criança; a terapia deve guiar a auto-organização da criança; propiciar um nível ótimo de alerta; criar um ambiente lúdico; maximizar o sucesso da criança e garantir sua segurança física; modificações do ambiente terapêutico para atrair e envolver a criança; e alimentar a aliança terapêutica: a confiança na terapeuta é essencial para o desenvolvimento do laço afetivo, que é a base para a colaboração eficaz entre o terapeuta e a criança (Parham et al., 2007).

Segundo Magalhães e Lambertucci (2008) a oportunidade para receber uma quantidade extra de estímulos sensoriais, durante brincadeiras significativas para a criança, aumenta sua habilidade para processar informações e responder apropriadamente aos estímulos. A ênfase, portanto, não é só na estimulação sensorial, mas principalmente em como a criança se organiza para responder aos estímulos e emitir respostas adaptativas. Resposta adaptativa geralmente se refere à habilidade para manter o controle postural, planejar os movimentos (praxias) e manter atenção apropriada, de forma a obter sucesso na tarefa.

Através da escolha ativa de brincadeiras, equipamentos e materiais, a criança expressa seu nível de desempenho e capacidade de processamento sensorial, cabendo ao terapeuta, graduar as atividades e promover o “desafio na medida certa” para desencadear respostas adaptativas cada vez mais complexas, que demandem maior integração sensorial.

Defensividade Sensorial

Todos nós temos a habilidade de sentir um perigo em potencial. Nossos sentidos nos
dizem se um inseto está andando em nossas costas, quando vamos cair, ou quando há fumaça no ar. Somos capazes de responder a esses acontecimentos com uma defesa apropriada ao estímulo. Algumas pessoas têm a tendência a reagir a algumas sensações inofensivas como se fossem perigosas ou dolorosas. Isso é chamado de defensividade sensorial.

Defensividade sensorial é simplesmente a super ativação de nossos sentidos protetores. É uma má percepção que faz com que nossas roupas pareçam aranhas em nossa pele e escadas pareçam rochedos. Indivíduos com defensividade sensorial podem ser descritos como às vezes procurando, às vezes evitando, algumas vezes hiperativos , emotivos, instáveis emocionalmente e/ou procurando sensorialmente. Cada indivíduo tem seu próprio estilo de resposta. Pode haver defensividade para um tipo de sensação (ex. sensibilidade ao toque é defensividade tátil) ou a muitos tipos de sensações.
Quando defensividade sensorial domina o comportamento de um indivíduo, outros sintomas sociais/emocionais podem aparecer. Esses efeitos secundários tornam-se um outro problema que é separado mas relacionado. Hábitos e medos aprendidos podem persistir se não tratados separadamente.

Defensividade Sensorial 
A tendência a reagir negativamente ou com alarme a entrada sensorial que geralmente é
considerada inofensiva ou não irritante é típica de defensividade sensorial. Sintomas comuns podem incluir hipersensividade a luz ou toque inesperado, movimento súbito ou hiperreação a superfícies instáveis, sons de alta frequência, excessos de barulho ou estímulos visuais e certos cheiros.

Comportamentos Emocionais e Sociais Relacionados
Defensividade sensorial resulta em gráus variáveis de estresse e ansiedade, embora sin-tomas possam variar de indivíduo para indivíduo. A criança com defensividade sensorial pode perceber erroneamente o mundo como perigoso, alarmante ou, no mínimo, irritante. Padrões e hábitos aprendidos freequentemente são desenvolvidos evitando perturbar eventos sensoriais ou procurando sensações que possam restaurar o conforto. Memórias inocentes podem ser armazenadas como experiências traumáticas. Relacionamentos podem ser exagerados. Comportamento com pessoas conhecidas e de confiança podem ser bem diferentes do com os outros. Esses comportamentos fazem sentido se vistos como a criança fazendo o melhor que pode para “sobreviver”.

Tipos de Defensividade Sensorial
Cada pessoa com defensividade sensorial desenvolve seu próprio conjunto de compor-tamentos.
Embora não seja possível enumerar todos os sintomas de defensividade sensorial, a lista que se segue é de sintomas comuns que podem ser atribuídos a cada sistema sensorial. Cada indivíduo pode ter apenas alguns destes sintomas ou padrões semelhantes de comportamento. É importante que o diagnóstico seja feito por uma terapeuta especializada através de uma entrevista cuidadosa de história sensorial.

Defensividade Tátil
Pessoas com defensividade tátil preferem tocar que ser tocados. Frequentemente fazem manha ou resistem para lavar o cabelo. Podem agir como se sua vida estivesse sendo ameaçada quando são banhados ou trocam suas roupas. Essas crianças frequentemente se irritam com alguns tipos de roupas, etiquetas ou roupas novas. Podem não gostar de ficar próximos a outros e evitar multidões. Frequentemente não gostam que suas mãos ou pés fiquem sujos. Podem parecer desnecessariamente grosseiros. Alguns oiden dar encontrões ou cair sobre coisas de propósito, como se procurando sensação ou parecem responder menos a certas sensações de dor.

Defensividade Oral
Algumas crianças não gostam ou evitam certas texturas ou tipos de comida. Podem ser hiper ou hipo sensíveis a comidas condimentadas ou quentes; evitam por objetos na boca; e/ou tem horror de escovar os dentes ou lavar o rosto. Alguns têm uma variedade de problemas de alimentação desde a infância.

Insegurança Gravitacional
Parece ser um medo irracional de mudança de posição ou movimento. Essas crianças geralmente têm medo quando seus pés deixam o chão, ou a cabeça é virada para baixo.

Defensividade Visual
Isto pode envolver uma hiper sensibilidade à luz e distraibilidade visual. Crianças com este problema podem evitar brincar fora, dependendo da luz e/ou precisar de óculos escuros para bloquear a luz. Podem assustar-se mais facilmente e/ou evitar contato olho a olho.

Defensividade Auditiva
Reflete uma hiper sensibilidade a certos sons e pode envolver respostas irritadas ou de medo a certos sons tal como aspirador de pó, motores, alarme de incêndio, etc. Crianças às vezes fazem uma quantidade exagerada de sons para bloquear outros sons.

Outros
Outros sintomas podem incluir sensibilidade pouco comum a gostos e/ou cheiros.

Abordagens de Tratamento
Tratamento guiado por profissional especialista em Integração Sensorial

Fonte: www.portalsaudebrasil.com

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Biblioteca Sonora Digital para Deficientes Visuais

Navegar na Internet não é tarefa fácil para quem tem deficiências visuais. Também o acesso à Cultura nem sempre é simples quando se fala de cidadãos cegos ou amblíopes. Para facilitar o acesso a obras literárias por parte deste tipo de utilizadores, a Biblioteca Pública Municipal do Porto (Portugal) resolveu colocar on-line a Biblioteca Sonora Digital

Lançada no final do ano passado, a Biblioteca Sonora Digital é um novo serviço on-line, disponível através do site do Catálogo Público de Acesso em Linha das Bibliotecas Municipais do Porto, exclusivo para cidadãos com deficiências visuais. Neste site, estes cibernautas podem aceder a um repositório eletrônico que inclui diversas obras em formato áudio livro existentes no acervo da Biblioteca Sonora da Biblioteca Pública Municipal do Porto (BPMP). 
Cerca de 500 obras disponíveis até Março.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Músicas de Mozart ajudam bebês prematuros a ganhar peso

  "Tocar músicas de Mozart para bebês prematuros pode ajudá-los a ganhar peso, indicou uma pesquisa realizada pela Universidade de Tel-Aviv, em Israel.
     Uma vez por dia, durante dois dias consecutivos, médicos tocaram cerca de 30 minutos de músicas do compositor austríaco Wolfgang Amadeus Mozart para 20 bebês prematuros. A experiência foi realizada no Centro Médico de Tel-Aviv. Após escutar as canções, as crianças ficaram calmas e mais revigoradas do que outro grupo que ficou sem música. Segundo os especialistas, os bebês que pouparam energia não precisaram de tantas calorias para manter o organismo em funcionamento, o que resultou em um importante ganho de peso.

     "Não está muito claro como a música afeta os bebês, mas ela tem feito com que eles fiquem calmos e menos propensos a gastar energia, ao contrário do que ocorre quando estão agitados", disse o pesquisador Dror Mandel, professor da Universidade de Tel-Aviv.
     Apesar da pequena amostragem, os cientistas disseram estar satisfeitos com a estatística.
     Estudos anteriores têm demonstrado que a música pode reduzir o estresse, diminuir o ritmo cardíaco e aumentar a saturação de oxigênio em bebês prematuros. A queda na oxigenação pode ser um sinal de problemas no coração ou pulmões.
     Os pesquisadores não tentaram tocar músicas de outros compositores, mas acreditam que os resultados devem ser semelhantes.
     "Precisamos saber se o que encontramos é um 'efeito Mozart' ou somente uma resposta a qualquer gênero musical", disse Mandel à LiveScience. "Acredito que outros compositores podem causar o mesmo efeito, mas essas conclusões também podem apontar uma característica particular da obra de Mozart", completou.
     Os cientistas escolheram o compositor austríaco por causa de um estudo anterior, publicado em 1993, que sugeria uma melhora temporária no desempenho de algumas tarefas entre universitários que escutavam sonatas de Mozart durante 10 minutos por dia.
     "As melodias repetitivas da música de Mozart podem ter um efeito organizacional no córtex cerebral", explicou o pesquisador israelense. "Diferente de Beethoven, Bach ou Bartok, as composições de Mozart possuem uma melodia bastante repetitiva", disse.
     Os pesquisadores de Israel planejam testar diferentes gêneros musicais em breve. Um dos membros do grupo de cientistas acredita que o rap pode evocar os mesmos efeitos, graças à pulsação e à frequência repetitiva.
     A pesquisa liderada por Mandel e seu colega Ronit Lubetzky foi publicada na edição deste mês da revista Pediatrics."


Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/vida-digital/mozart-ajuda-bebes-prematuros-se-tornarem-mais-fortes

domingo, 4 de dezembro de 2011

Músicas como estímulos para a aprendizagem



A música infuencia diretamente no desenvolvimento infantil, desde o útero materno,
onde o bebê já reage a estímulos sonoros produzidos pelo meio externo,
e por toda sua infância.
A música transmite bem estar e tranqüilidade à mãe e ao bebê, desde a gestação. Recém nascidos expostos à música de melodia mais serena são, em geral, mais tranqüilos. E, sendo o ouvido um órgão muito sensível  no ser humano e, ainda mais, em recém nascidos, bebês e crianças, é importantíssimo estar atento à altura de qualquer som a que uma criança esteja exposta e, inclusive o uso de fones de ouvido, só deve ser efetuado com volume baixo e de forma moderada.


A estimulação infantil com músicas proporciona diversos benefícios:
  • Estimula o desenvolvimento da linguagem oral, aquisição da leitura e escrita, melhorando a capacidade de memorização e de raciocínio lógico;
  • Auxilia no aprimoramento da coordenação motora;
  • Ensina a ouvir as pessoas ao seu redor e os ruídos do ambiente em que esta inserido;
  • Estimula a sociabilização, pois a criança aprende a conviver melhor com os adultos e com as outras crianças;
  • Comunicação mais efetiva e harmoniosa;
  • Melhoria da concentração para aquisição do aprendizado;
  • Ajuda a desenvolver o vínculo afetivo entre pais e filhos.


terça-feira, 1 de novembro de 2011

Brincadeira Simbólica

Por volta de um ano de idade, começamos a observar comportamentos diferentes na brincadeira.
Diferentes porque envolvem um “fazer-de-conta”, ou seja a Brincadeira Simbólica

Neste mesmo período também notamos o surgimento das primeiras palavras.

Assim, com a Brincadeira Simbólica e a Linguagem aparecendo, algo novo começa a ficar evidente na evolução infantil: a capacidade para representar, a habilidade para evocar fatos e se referir a objetos e situações ausentes na realidade. 

O primeiro passo da Brincadeira Simbólica é o “Uso convencional dos objetos”, o que é uma conduta pré simbólica. A criança não aplica mais aos objetos quaisquer ações, mas sim, aquelas ligadas ao uso apropriado ou convencional destes objetos. Por isso o papel da imitação é muito importante! 

À medida que a Brincadeira Simbólica evolui, ela passa a tomar conta da vida da criança que, por sua vez, ganha mais em linguagem, imaginação e aprendizados.  

Dicas para incentivar a Brincadeira Simbólica: 

   - Brincadeiras de imitação;
  - Utilizar objetos convencionais e incentivar a dramatização com o uso deles. Representar, com estes objetos, situações do cotidiano: tomar banho, escovar os dentes, arrumar a mochila da escola etc... Bonecas e bonecos com rosto humano. (inicialmente eles podem ser passivos na brincadeira). 

É importante ter o adulto como mediador desta brincadeira e como uma pessoa que pode “ensinar” palavras novas, para o aumento de vocabulário. 
Por: Priscila Felix
www.fonopriscilafelix.blogspot.com 

terça-feira, 18 de outubro de 2011

CAMPANHA DIVULGAÇÃO DO AUTISMO E NÃO AO PRECONCEITO

AUTISMO EM GOIÂNIA LANÇA CAMPANHA ATRAVÉS DE CAMISETAS, BOOTONS E ADESIVOS.
O Intuito desta campanha é a divulgação do autismo e não ao preconceito, bem como o auxilio ao desenvolvimento do PROJETO SEDE AUTISMO EM GOIÂNIA, que objetiva a construção de um CENTRO CLÍNICO E EDUCACIONAL ESPECIALIZADO NO AUTISMO.
Segundo a organizadora da campanha a fonoaudióloga, especialista em Transtornos Globais do Desenvolvimento e mãe do pequeno Julio Cesar que apresenta Autismo, Mariluce Caetano Barbosa, “em Goiânia, existem poucos profissionais qualificados para trabalhar com TGD, e o nosso objetivo é oferecer às crianças e jovens atendimentos terapêuticos transdisciplinares, feitos por profissionais qualificados e com os materiais pedagógicos necessários, com apoio e orientação às famílias, favorecendo-lhes desenvolvimento, autonomia e integração na sociedade, mostrando que é possível uma evolução em todos os sentidos”
NÃO SOU MAL EDUCADO, SOU AUTISTA!
SOU FONOAUDIÓLOGA E TRABALHO PELOS AUTISTAS
Profissionais da saúde e áreas correlacionadas vamos no mobilizar em prol ao AUTISMO!!!
Para maiores informações acessem o site www.ouvindomelhor.wordpress.com pelo email  ouvindomelhor@hotmail.com ou pelos telefones (62)3278-6383 / 8466-1478

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Laboratório de Anatomia


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domingo, 18 de setembro de 2011

Pesquisa relaciona perda auditiva e demência


Os idosos com perda auditiva têm um risco muito maior de desenvolver demência mais cedo do que aqueles que conseguem ouvir bem.
Os idosos com perda auditiva têm um risco muito maior de desenvolver demência mais cedo do que aqueles que conseguem ouvir bem, de acordo com estudo realizado por pesquisadores da Universidade Johns Hopkins e do Instituto Nacional sobre o Envelhecimento.
"As pesquisas até hoje analisaram o que afeta a perda auditiva, mas poucos observaram o quanto uma perda auditiva afeta a função cognitiva do cérebro", disse o coordenador do estudo, Frank Lin, professor assistente na divisão de Otologia da Universidade Johns Hopkins.
A investigação centrou-se 639 pessoas, cuja audição e habilidades cognitivas foram testadas entre 1990 e 1994 como parte do BLSA (Estudo longitudinal do Instituto sobre o Envelhecimento). Cerca de um quarto dos participantes tinham perda auditiva no início do estudo, mas nenhum tinha demência.
Os voluntários foram acompanhados através de exames a cada 1-2 anos, até 2008, 58 deles haviam desenvolvido demência. Comparado com os participantes com audição normal, as pessoas com perda auditiva leve, moderada e grave tiveram o dobro, triplo, e até cinco vezes mais o risco de desenvolver demência ao longo do tempo. De fato, quanto maior a perda auditiva, maior o risco de desenvolver a doença.
A ligação entre a perda da audição e demência ainda é incerta, mas os pesquisadores sugerem que as duas condições podem compartilhar uma patologia em comum, ou que o estresse de longo prazo devido à dificuldade para decodificar os sons, pode exasperar os cérebros desses indivíduos, deixando-os mais suscetíveis à demência.
Outra sugestão é que o indivíduo com deficiência auditiva começar evitar as atividades sociais, fator de risco para a demência e outros distúrbios cognitivos.
A pesquisa pode levar a novas formas de prevenção da demência, um problema que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e traz com ela um pesado fardo social, dizem os pesquisadores, mesmo algo tão simples como um aparelho auditivo pode ajudar a adiar ou impedir a demência em alguns dos casos.
O estudo foi publicado na revista Archives of Neurology, edição de fevereiro, e foi apoiado pelo programa de pesquisa interna do Instituto Nacional sobre Envelhecimento.
Fonte: Psych Central

sábado, 10 de setembro de 2011


FUTURATEC: 74 arquivos em vídeo sobre saúde para baixar, gravar, compartilhar e montar o seu acervo




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