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sábado, 5 de abril de 2014

Almanaque Foninho

Piadinhas, charadas, cruzadinhas, curiosidades, sete erros, quadrinhos, tudo isso você encontra no almanaque do Foninho
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Por que perdemos o paladar quando estamos resfriados?

Vamos entender  por que não sentimos o gosto dos alimentos quando estamos resfriados.

Na língua e na garganta estão as papilas gustativas, que conseguem distinguir os sabores doce, salgado, amargo e azedo.

1. Cabe ao olfato 50% da percepção do sabor. É ele quem vai diferenciar se aquele doce é um pudim de chocolate ou de baunilha. Ao ser mastigado, o alimento libera moléculas que entram pela cavidade nasal junto com o ar.

2. Se você pega um resfriado forte, as células ligadas ao nervo olfativo, que se localizam na parte superior do nariz, ficam cobertas de muco. Irritada, a mucosa nasal incha, dificultando a passagem do ar. Tudo isso faz com que as moléculas liberadas pela comida não alcancem as células capazes de identificá-las. A percepção do gosto fica comprometida.
FONTE: Revista Saúde


quinta-feira, 3 de abril de 2014

Autismo - Dicas de Brincadeiras Sensoriais

O principal objetivo destas brincadeiras é estimular a interação social e ajudar pais, cuidadores e professores a promover as habilidades sociais em crianças com Transtornos do Espectro Autista. Se a crianças estiver se divertindo, vai querer continuar brincando. Quanto mais brincar, mais oportunidades terão de aprender.
Achou: “Achou” é uma das primeiras brincadeiras que as crianças aprendem. Ponha uma coberta sobre seu filho. Tire então a coberta para “descobri-lo” e diga “Achou!” Planeje quais participações seu filho pode ter para manter a brincadeira andando e quando pode participar enquanto a coberta está sobre ele ou depois que você o descobriu. Os tipos e número de participações dependem do estágio de comunicação da criança.
Esconde-esconde : “Esconde-esconde” seu filho pode se esconder em lugares apertados ou ser coberto por travesseiros e cobertas. Mas o Esconde-esconde oferece a ele maior variedade de participações.
Cócegas ou Cosquinhas: Muitas crianças pequenas gostam de brincadeiras envolvendo algum tipo de toque ou pressão profunda, tais como cócegas, massagem ou abraço. Esses tipos de brincadeiras são especialmente atraentes para crianças que buscam ativamente essas sensações. Um toque firme ou pressão profunda podem ter um efeito calmante sobre algumas crianças. Em vez de fazer cócegas, tente dar-lhe alguns apertões firmes, mas gentis, acima da sua barriga.
Cavalinho:  Na Brincadeira de Cavalinho, seu filho sobe nos seus ombros ou, se ele gosta da sensação de pressão profunda, pode deitar  de barriga para baixo sobre suas costas para uma “cavalgada”. Quando você parar, a participação dele será pedir que recomece. Subsequentemente, seu filho poderá lhe dizer quando parar e quando andar.
Aviãozinho:  Nas brincadeiras de Aviãozinho, você joga seu filho para cima, levanta-o em pé sobre seus joelhos, leva-o em um passeio sobre suas pernas e então o coloca de volta no chão. Como pode perceber, há muitas variações de Aviãozinho. Se o seu filho gosta de movimento, vai gostar pelo menos de uma dessas brincadeiras.
Um, dois, três e já! Brinque da mesma maneira que você brinca de Aviãozinho, só que em vez de jogar seu filho para cima, balance-o segurando seus braços e diga “Um, dois, três e (pausa)” balança! (ou “vai!”, ou “oba!”). Se você ainda não estiver dizendo “Um, dois, três” em outras brincadeiras, tente outra frase repetitiva, como “Atenção, preparar - balança”!,
Pega-pega : Brincadeiras com correria são as favoritas de crianças que estão sempre em movimento. Pega-pega é uma brincadeira na qual você corre atrás do seu filho para pegá-lo ou que ele corre atrás de você! Depois que seu filho aprender a brincadeira com você, será mais fácil incluir outras crianças e brincar no parque ou na escola.
Cabo de Guerra: (Um, dois, três -Puxa!) Se o seu filho gosta de segurar-se às coisas, uma brincadeira de cabo de guerra não satisfaz somente esta necessidade, mas também o ajuda a interagir e se comunicar. Para brincar, cada um segura em uma ponta de uma toalha ou lençol, dependendo do que ele preferir. Diga: “Um, dois, três ... puxa!” e então puxe o tecido de maneira gentil mas firme.
Um, dois, três – Pula! Brinca-se de Um, dois, três – Pula! da mesma maneira que “Aviãozinho”. Mas em vez de levantar seu filho sobre sua cabeça, segure suas mãos e pulem juntos dizendo: “Um, dois, três, pula!” Se ele gosta de pular, pode providenciar uma mini cama elástica, encontrada em lojas de material esportivo. Se ele usar a cama elástica, não esqueça de interromper os pulos para que tenha a oportunidade de pedir mais.
Brincadeira com bola grande: Uma bola grande o suficiente para que seu filho possa sentar-se sobre ela é ideal para esta brincadeira. Seu filho pode sentar-se sobre ela, deitar-se de barriga para baixo, ajoelhar-se enquanto você o segura. Bata suavemente a bola e diga “Atenção, preparar – já!” ou “Um, dois, três – pula” ou “Pula, pula, em cima da – bola!”. Crie oportunidades para que seu filho participe, de acordo com seu estágio de comunicação.
Montanha de travesseiros: Esta brincadeira oferece uma série de estímulos – correr, pular e sentir pressão sobre o corpo. Junto com seu filho, monte uma montanha de travesseiros ou almofadas, colocando-os uns sobre os outros. Enquanto vai construindo a montanha, conte cada travesseiro ou almofada, levantando os dedos para indicar os números. Diga, então: “Vamos pular!” e ajude seu filho a pular para cima das almofadas e travesseiros.
Referencias: Livro mais do que palavras – Fern Sussman

terça-feira, 1 de abril de 2014

DICAS PARA VOCÊ SER AMIGO DA SUA VOZ!


·         Fale sem esforço e articule bem as palavras 
·         Mantenha uma boa postura corporal ao falar ou cantar 
·         Beba 2 litros de água diariamente 
·         Durma bem 
·         Tenha uma alimentação saudável rica em frutas e proteínas 
·         Use vestuário confortável 
·         Procure reduzir a quantidade de fala durante quadros gripais, crises alérgicas e período pré-menstrual 
·         Evite falar por longos períodos, principalmente em ambientes ruidosos 
·         Evite pigarrear, gritar e dar gargalhadas exageradas 
·         Evite ingerir leite e derivados, bebidas gasosas, chocolate antes de utilizar a voz continuamente 
·         Evite ingerir álcool em excesso, bem como outras drogas 
·         Cuidado ao cantar inadequadamente ou abusivamente 
·         Esteja atento aos primeiros sintomas de alteração vocal como cansaço, ardor ou dor ao falar, falhas na voz, mudança de tom, pigarro e rouquidão 


*No caso de problemas vocais, procure um fonoaudiólogo e um médico otorrinolaringologista


Referência Bibliográfica: -Andrada e Silva MA. Saúde Vocal. In: Pinho SMR. Fundamentos em Fonoaudiologia: tratando os distúrbios da voz. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 1998. pp. 119-125. -Behlau M, Pontes P. Higiene Vocal: cuidando da voz. 3ª ed. Rio de Janeiro: Revinter; 2001. -Pinho SMR. Manual de Higiene Vocal para Profissionais da Voz. 2ª ed. Carapicuiba/SP: Pró-fono, 1999

quinta-feira, 13 de março de 2014

Livreto RESPOSTAS PARA PERGUNTAS FREQUENTES NA ÁREA DA FONOAUDIOLOGIA EDUCACIONAL

http://www.sbfa.org.br/portal/pdf/faq_educacional.pdf

Livreto RESPOSTAS PARA PERGUNTAS FREQUENTES NA ÁREA DE FONONCOLOGIA

http://www.sbfa.org.br/portal/pdf/faq_fononcologia.pdf

Livreto RESPOSTAS PARA PERGUNTAS FREQUENTES NA ÁREA DA VOZ

http://www.sbfa.org.br/portal/pdf/faq_voz.pdf

Livreto RESPOSTAS PARA PERGUNTAS FREQUENTES NA ÁREA DE MOTRICIDADE OROFACIAL


http://www.sbfa.org.br/portal/pdf/faq_motricidade_orofacial.pdf

Livreto RESPOSTAS PARA PERGUNTAS FREQUENTES NA ÁREA DA LINGUAGEM

http://www.sbfa.org.br/portal/pdf/faq_linguagem.pdf

Livreto RESPOSTAS PARA PERGUNTAS FREQUENTES NA ÁREA DA VOZ PROFISSIONAL

http://www.sbfa.org.br/portal/pdf/faq_voz_profissional.pdf

Livreto RESPOSTAS PARA PERGUNTAS FREQUENTES NA ÁREA DA DISFAGIA

http://www.sbfa.org.br/portal/pdf/faq_disfagia.pdf

Livreto RESPOSTAS PARA PERGUNTAS FREQUENTES NA ÁREA DE DISFONIA INFANTIL

http://www.sbfa.org.br/portal/pdf/faq_disfonia.pdf

Livro Disfonia Infantil


http://www.4shared.com/office/Z5JHvhRT/03_-_Disfonia_Infantil.html

quarta-feira, 12 de março de 2014

Deglutição - como ocorre?

Deglutição é o ato de engolir alimentos  que começa na vida fetal. É uma ação automática, que é comandada pelo tronco cerebral. Ela serve para transportar o bolo alimentar para o estômago e realizar a limpeza do trato respiratório. Por meio da deglutição, o bolo alimentar que estava na boca chega ao estômago, passando pela faringe e pelo esôfago.


video
Na entrada da laringe há uma válvula de cartilagem, chamada epiglote, e a função da epiglote é controlar a passagem do bolo alimentar para o esôfago e evitar que o alimento entre no sistema respiratório. Durante a passagem do bolo alimentar, a epiglote se abaixa, fechando a entrada da laringe. Quando respiramos, a epiglote permite que o ar entre na traqueia. Se o alimento entra na laringe, ocorre o engasgo.

CRIANÇA QUE FALA ERRADO TEM MAIOR PROBABILIDADE DE ESCREVER ERRADO

Você sabe qual é a área do cérebro que utilizamos para escrever? Se não souber responder, não se preocupe. O motivo é simples: não há uma área específica do cérebro para a escrita.
 
O ato de escrever foi desenvolvido pelo homem a fim de se comunicar. Por não ser algo natural, para realizá-lo acionamos os mesmos mecanismos cerebrais que utilizamos para falar, convertendo assim o som em imagem. “É por isso que quando lemos algo em voz baixa ouvimos nossa própria voz em nossa cabeça”, explica fonoaudióloga e psicopedagoga Telma Pantâno. Ou seja, falar e escrever são ações profundamente relacionadas e dificuldades em uma dessas competências podem refletir na outra.
É por isso que o problema da fala não deve ser subestimado. “Uma fala errada, que ao mesmo tempo é irresistivelmente engraçadinha, pode mascarar a dificuldade da criança em se comunicar adequadamente”, alerta a também fonoaudióloga Marta de Toledo Prioli.
Muitas vezes, as dificuldades de aprendizagem, comportamento e linguagem são confundidas, o que produz inúmeros diagnósticos equivocados. As crianças acabam sendo rotuladas como problemáticas, quando, na verdade, possuem problemas de comunicação.

Qual a relação da fala com a escrita?
A escrita é a relação entre um som de nossa língua (fonema) e um sinal gráfico (grafema). Normalmente, cada fonema é representado por uma única letra; assim, para representar o fonema /i/, usamos o grafema i. Para escrever, devemos relacionar um som com um sinal gráfico, mas se a produção desse som não for adequada (no caso de quem fala errado), a escrita poderá ficar prejudicada.

Quais são os problemas relacionados à fala?
Algumas alterações são mais evidentes, como gagueira, língua presa e rouquidão, porém outras não são tão óbvias e podem causar grandes transtornos. E os professores muitas vezes não são preparados para diferenciar as alterações de linguagem, fala e voz, que não são a mesma coisa. A presidente da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, Irene Marchesan, explica que a linguagem consiste naquilo que se quer dizer, a fala é a articulação dos sons, e a voz, que faz parte da fala, é o som em si, com determinada frequência e intensidade.As alterações de fala que mais prejudicam o aprendizado da escrita são as de origem perceptiva: a criança, mesmo escutando perfeitamente bem, não percebe auditiva-sinestesicamente as características de um determinado som e por isso não consegue reproduzi-lo.
De acordo com Jaime Zorzi, médico-fonoaudiólogo e especialista em crianças com dificuldade de aprendizagem, o sucesso da comunicação escrita depende muito da comunicação oral. Ele contou a história de dois meninos com dificuldades para aprender a ler e escrever. Jaime ditava aos garotos uma palavra e, na primeira tentativa, o resultado era desastroso: as letras no papel não tinham nenhuma relação com o que fora dito.
Em seguida, Jaime ajudava a criança a escutar os sons das palavras, separando-as em sílabas. Assim, conforme os meninos repetiam em voz alta os sons pretendidos, o resultado melhorava. “Quando falavam, se saíam bem”, resume. Ao fonoaudiólogo, assim, cabe trabalhar a oralidade para automatizar escrita.
Quem fala errado tem também maior dificuldade em se fazer entender, gerando problemas de comunicação e de relacionamento. Diante disso, a criança pode reagir de forma agressiva ou introspectiva, mostrando-se insegura e com baixa autoestima, prejudicando o processo de aprendizagem.

Como os professores podem ajudar?
É importante que professores e educadores tenham conhecimento da questão, pois convivem mais com as crianças do que seus médicos e, por isso, podem identificar antes uma disfunção. Se um aluno não consegue acompanhar o ritmo da classe, é preciso investigar o porquê.Além disso, é importante incentivar as crianças e jovens a falarem em aula. De acordo com Telma, a partir do momento em que ensinamos as crianças a escrever, elas param de falar: “Substituímos a fala pela escrita: o aluno precisa ler e responder por escrito. Quando ele fala, é considerado bagunceiro. Porém, pensar é fundamentalmente linguagem, precisamos saber se eles utilizam corretamente a análise sintática na fala e como isso vai aparecer na escrita. Quanto mais falamos, mais aprendemos a falar”, completa.
Segundo a orientadora pedagógica da escola Vera Cruz, em São Paulo, Daniela Pannuti, há casos em que a criança consegue superar eventuais dificuldades, como trocas de letras e omissões de fonemas, no decorrer do trabalho de alfabetização, a partir de atividades propostas pelo professor. Um exemplo de atividade é usar de um repertório estável, como uma lista de nomes dos colegas e das atividades de rotina, afixadas na sala de aula. Conforme se apropria dessa lista e faz associações entre as sílabas da lista com outras palavras, a criança consegue progressivamente corrigir seus erros de fala.

Como os pais podem ajudar?
Uma dica simples e valiosa para os pais: ao conversar com seu filho, use vocabulário apropriado à idade, mas sempre fale corretamente. Nunca infantilize sua fala para imitar o modo de falar dos bebês, como “bincar” ao invés de brincar, “tetê” em vez de mamadeira, pois dessa forma os pais incentivam a criança a persistir no erro.Cuidar da alimentação também pode ajudar, pois certos nutrientes interferem no processo de fortalecimento da musculatura oral. É imprescindível que as crianças consumam alimentos sólidos para fortalecer tais músculos, assim como o uso de mamadeiras e chupetas não deve ser prolongado, ainda que os bicos sejam ortodônticos.

Quando procurar ajuda?
A atuação clínica é fundamental para corrigir distúrbios da comunicação em geral. A partir do momento em que se corrigem problemas de fala, previnem-se também os de escrita. Da mesma forma, problemas comportamentais também podem ser corrigidos: quando as crianças aprendem a se comunicar, elas param de bater, chutar, morder…Os distúrbios variam de caso a caso, mas, em geral, se seu filho já completou 4 anos e ainda fala errado, ele deve ser avaliado por um fonoaudiólogo, pois isso evitará danos futuros no processo de alfabetização.

Fonte: ABRAMO - Associação Brasileira de Motricidade Orofacial


Sete dicas para seu filho parar de chupar o dedo

Chupar o dedo, eis aqui um hábito muito relacionado com as crianças pequenas, e que está presente literalmente desde o útero. É muito comum que desde o ultrassom sejam captadas imagens do feto já tendo esse hábito! “Os bebês têm desde antes do nascimento, um reflexo de sucção muito forte, sugando tudo que surge próximo à sua boca”, explica o pediatra Sylvio Renan Monteiro de Barros, da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e da MBA Pediatria. Esse reflexo é justamente para sua sobrevivência, já que dele depende a amamentação, sua primeira forma de alimentação. Mas muitas vezes o dedo pode ser uma boa opção para isso.
O normal é que esse reflexo primitivo desapareça com o tempo, ao menos até uns 4 meses de idade. Mas com o tempo, ele vai adquirindo significado. “Normalmente o ato de sugar o dedo no primeiro e segundo mês de vida é puro reflexo e depois o bebê aprende a fazer isso até explorando os movimentos mão-boca”, relata a fonoaudióloga Irene Marchesan, presidente da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia (SBFa). Depois, a criança pode continuar com o hábito por prazer ou por ter uma sensação de acolhimento.
Porém, o grande problema é que chupar o dedo causa diversos problemas. “Se isso se prolonga, pode interferir no posicionamento dos dentes quando eles começam a erupcionar ou até no crescimento dos ossos da face, principalmente da maxila, já que o dedos mais sugado é o dedão voltado para cima”, ensina a especialista. Distúrbios da fala também podem aparecer, com a continuidade desse hábito.
Mas como fazer a criança largar o hábito? “Só se consegue retirar mesmo o hábito se a criança tiver força de vontade para isso. Da mesma forma que funciona com adultos que são motivados a abandonar um vício, é preciso motivar seu filho para a mudança”, acredita Sylvio Renan. Existem diversos métodos e quanto mais tarde são aplicados, mais difícil a adesão. Listamos alguns para você testar qual funciona melhor com seu filho.

Troque por uma chupeta
Quando o ato de sucção ainda é um reflexo primitivo, o dedo não é exatamente o foco. Nessa época, vale trocar por uma chupeta, que é mais anatômica, causando menos males à boca e aos dentes da criança. Além disso, os especialistas concordam que é muito mais fácil descontinuar o hábito da chupeta do que o do dedo. “Com a chupeta você negocia, pode dizer que vai dá-la de presente para as crianças carentes, por exemplo. Você tira da criança, e por mais que ela chore por dois ou três dias, ela não tem o objeto em frente a ela, então vai aceitando. Como o dedo não tem como ser afastado, está sempre à mão”, explica o pediatra Sylvio Renan.
Amamentação - Foto: Getty ImagesNão deixe de dar de mamar
O reflexo é justamente para favorecer a amamentação. “A criança que mama ao seio, muito raramente desenvolve o hábito de chupar dedos”, acredita o pediatra Sylvio Renan. Muitas vezes, quando a mãe tem muito leite ou ele é ofertado de uma forma mais fácil, a necessidade de sucção ainda assim não é sanada, o que pode levá-lo a querer chupar o dedo. Uma solução, portanto, pode ser essa mãe ordenhar um pouco seu leite antes de dar de mamar, o que vai dificultar o trabalho e fazê-lo sugar mais para conseguir o leite. Muitas vezes a criança pode também simplesmente ficar sugando o seio da mãe sem puxar leite, o que também deve ser desencorajado, de acordo com a fonoaudióloga Irene Marchesan.
Bebê chupando o dedo dormindo - Foto: Getty ImagesObserve o hábito durante a noite
“Quando a criança fica maior e continua sugando o dedo, pode fazer isso por puro prazer ou até para ter uma sensação de acolhimento ou simplesmente para adormecer”, considera Irene. Nos últimos casos, em que o hábito a ajuda dormir, os pais podem tentar desencorajá-lo retirando o dedo do bebê durante o sono. Claro que nem sempre ele tem consciência de que faz isso dormindo, como sublinha o pediatra Sylvio Renan, então é um método que nem sempre funciona, mas pode ajudar.
Criança brincando - Foto: Getty ImagesOcupe as mãos do seu filho
Quando a criança se concentra em atividades com as mãos, a necessidade de chupar o dedo é deixada de lado. Portanto, dar a ele brincadeiras que o distraiam, ocupem sua mente e também suas mãos, pode ajudar a criança a largar o hábito. Com crianças pequenas, isso é mais complicado. “O ideal são atividades com brinquedos de montagem, que precisam de concentração e habilidade manual”, explica Sylvio. Mas isso deve ser aliado a conversas com a criança, pois quando ela parar com essa atividade, pode voltar a chupar o dedo.
Mãe e filha conversando - Foto: Getty ImagesProcure as motivações da criança
Muitas vezes o ato de chupar o dedo é uma forma de seu filho se sentir reconfortado. “Algumas crianças têm o hábito de chupar dedos por ansiedade ou insegurança. Carinho e atenção são as melhores formas de libertá-la desses sentimentos”, ensina o pediatra Sylvio Renan. Nessas horas, vale observar em que momentos o pequeno, ainda mais ele se tiver mais de um ano e meio, recorre a esse hábito e conversar com ele sobre essas situações, tentando entender por que elas causam esse tipo de emoção e explicando que ela não precisa ficar nervosa ou temerosa.
Criança levando bronca - Foto: Getty ImagesBrigar não é a melhor opção
Por outro lado, sair brigando e discutindo com a criança nunca é a melhor opção. “Chamar atenção para o fato com punições somente piora o quadro”, ressalta o pediatra, até porque isso causará nos pequenos mais ansiedade e medo. A atitude agressiva do pai nunca é recomendada. “Dizer não de forma firme, substituir o hábito por outras atividades em que outras crianças, os pais ou outros adultos estejam envolvidos pode ajudar muito mais”, acredita a fonoaudióloga Irene. “É a firmeza dos pais com relação a hábitos que mais produz resultados”, completa a especialista.
Mãe e filha - Foto: Getty ImagesNegocie horários e momentos
 Já a negociação é muito efetiva, mas não com todos. “Só dá certo com crianças mais velhas que já possam compreender o que lhes está sendo falado ou proposto”, acredita Irene. Esse entendimento começa a partir dos 18 meses, e para essas situações o pediatra Sylvio Renan ensina uma estratégia. “Recomendo aos pais fazer um joguinho com a criança: desenhar em uma cartolina um calendário, e marcar com uma estrela prateada cada dia passado sem chupar o dedo. Três dias seguidos, por exemplo, merecem uma estrela dourada, acompanhada de um pequeno presente”, ensina o médico, que reitera: caso a criança não tenha bons resultados, é importante que os pais insistam e não demonstrem frustração, pois isso pode piorar ainda mais o quadro, da mesma forma que as brigas.

Fonte: Associação Brasileira de Motricidade Orofacial 

terça-feira, 11 de março de 2014

Mastigar e engolir corretamente previnem linhas de expressão

Mastigar e engolir são atos tão automáticos que podem não receber a atenção que merecem. Ocorre que os movimentos errados podem prejudicar a saúde bucal. Segundo a Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, o ideal é praticar a mastigação bilateral para haver um equilíbrio de desgaste e tonificação muscular dos dois lados da face.

Quando a pessoa mastiga mais de um lado do que do outro pode haver alteração na arcada dentária, e a região mais afetada é a articulação temporomandibular (ATM), que liga a mandíbula ao crânio. Depois de algum tempo sofrendo com a sobrecarga, pode ocorrer inflamação e, consequentemente, dor durante a mastigação e na cabeça. A mastigação correta também é peça-chave na digestão, já que a produção de saliva é mais eficiente.
Dentre os motivos que levam a uma mastigação incorreta estão problemas odontológicos, como má oclusão e mordida cruzada, disfunção da articulação temporomandibular (D-ATM), problemas respiratórios, como rinite e desvio de septo, entre outros.
A cirurgiã-dentista, Rosileine Uliana, explica que para ver se há algum problema, basta fazer o autoexame. É só ficar na frente de um espelho e observar atentamente dois pontos: se um ombro é mais alto do que o outro e se, ao sorrir, o meio dos dentes de cima não está alinhado com o meio da arcada de baixo. “Caso haja alteração, é hora de procurar um especialista”, diz.
Engolir para rejuvenescer
Os problemas que causam a mastigação incorreta também podem influenciar a deglutição. Para compensar desequilíbrios e a movimentação errada da língua, a maioria das pessoas contrai os lábios.
Esses movimentos podem ser responsáveis pelas indesejáveis pregas e sulcos na face. As fonoaudiólogas, Silvia Manzi e Yasmin Frazão, afirmam que ao trabalhar os músculos envolvidos nas funções de mastigação, deglutição, fala e mímica facial, é possível atenuar rugas e sinais de expressão.
O segredo é equilibrar as contrações dos músculos faciais ao usá-los para falar. Isso é feito com exercícios de alongamento e inibição muscular, além de mudanças na entonação vocal. Como resultado, face mais jovem com menos rugas e uma comunicação oral mais eficiente, sem precisar fazer caretas.

Fonte: Terra


Nossos queridos amigos! Neurônios Espelho


Estimule o bebê a falar em nove passos

Ele mal abre a boca e os pais já começam a imaginar coisas, de tão esperada que é a primeira palavra do bebê. Qualquer balbucio ou gemido é entendido como o primeiro sinal de que a criança vai começar a falar – e haja expectativa em torno desse desenvolvimento. “Normalmente, a partir dos seis meses, o bebê já expressa as primeiras sílabas, como bababa ou papapa”, afirma a fonoaudióloga Debora Befi-Lopes, coordenadora do Departamento de Linguagem da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia. Com 12 meses, já há chances de ouvir “mamãe” ou “papai”.

Algumas crianças demoram um pouco mais, o que não deve ser encarado como um problema pelos pais. “Só é preocupante quando a criança passa dos 24 meses sem produzir palavras e a ajuda de um fonoaudiólogo passa a ser necessária”, diz a especialista. Para que esse desenvolvimento da linguagem ocorra dentro do esperado, aproveite os cuidados com o bebê indicados por especialistas.

*Diga sempre a pronúncia correta
Desde os primeiros meses, o bebê tenta imitar o que vê: movimentos de boca, piscadas de olhos, sorrisos, entre outras ações. Com os sons, não é diferente. “A criança aprende observando, daí a importância de falar corretamente com ela”, diz a fonoaudióloga Debora. Se ela aprender errado, pode ter um trabalho danado mais tarde para conseguir corrigir.

*Falar da forma natural
Não fique infantilizando a voz quando for falar com o bebê, como falar no diminutivo e em tom mais fino. É preciso que ele se sinta inserido nas conversas entre os pais com o máximo de naturalidade. “Fale de forma simples, com boa entonação, destacando os nomes de objetos e pessoas”, afirma Debora Befi-Lopes.

*Olhe para ele e mostre a sua boca
O contato visual é muito importante para estimular a afetividade e serve de incentivo para o bebê se espelhar em você. A fonoaudióloga Debora também explica que, quando ele consegue ver o movimento da boca, entende o modo como o som é produzido e pode imitar melhor.

*Cuidado com a euforia
Quando o bebê começa a balbuciar as primeiras palavras, vale incentivá-lo mostrando que você está contente, mas isso tem limite. “Muita euforia por causa da nossa ansiedade como pais pode assustar a criança e atrapalhar o seu desenvolvimento”, afirma a fonoaudióloga Ana Paula Bautzer, da Clínica de Especialidades Integrada. Procure deixá-lo confortável, evitando gritar ou chamar a família toda ao menor sinal de balbucio.

*Peça ajuda do irmão mais velho
“O bebê consegue diferenciar uma criança de um adulto e pode aprender e imitar mais rápido com ela”, afirma Ana Paula Bautzer. Pedir para o irmão que brinque com o bebê também faz com que o mais velho se sinta importante em vez de excluído. Se o bebê for o primeiro filho, vale a pena procurar o contato com outras crianças.

*Não deixe a criança acomodada
Mimar demais prejudica tanto o comportamento quanto o desenvolvimento do bebê. Se tudo o que ele quer está na frente dele toda hora, sem precisar chorar, apontar, tentar balbuciar ou fazer qualquer sinal, não há estímulo para que ele melhore a comunicação. “O mimo em excesso pode impedir que a criança explore o seu mundo e fazer com que ela perca a curiosidade para aprender”, diz a fonoaudióloga Ana Paula.

*Brinque bastante
O ato de brincar também é ensinar. Segundo Ana Paula Bautzer, pais que se divertem com a criança não só estimulam o aprendizado dela como eles mesmos passam a olhar e entender como é o próprio filho, quais são os seus comportamentos. O bebê que vive em um ambiente estressante e cheio de tensões pode ter mais dificuldades para se desenvolver de forma saudável.

*Desligue rádio, televisão e computador
A competição da fala dos pais com o som de outros aparelhos pode atrapalhar o entendimento e a concentração do bebê. “Não que esses meios de comunicação sejam prejudiciais, mas não podem ser o principal elemento de estimulação, porque não são meios naturais de desenvolvimento da fala e linguagem”, afirma a fonoaudióloga Marcella Vidal, da Telex Soluções Auditivas.

*Aproveite situações da rotina
“Quanto mais a criança for exposta à linguagem, melhor será para seu desenvolvimento”, afirma a fonoaudióloga Marcella. Por isso, aproveite para contar histórias, cantar músicas e dizer o que você está fazendo com ele na hora do banho, de dormir ou em outros momentos do dia. Pode parecer que o bebê não está entendendo nada, mas não se engane: o cérebro dele já está memorizando as palavras. “Por volta de um ano de idade, uma criança pode produzir ao redor de 10 palavras e compreender mais de 20″, afirma Debora Befi-Lopes.

Fonte: ABRAMO - Associação Brasileira de Motricidade Orofacial

Desvio Fonológico, Distúrbio Articulatório ou Dislalia?


Apesar de estes termos serem encontrados na literatura e no uso corrente dos profissionais de fonoaudiologia para designar alterações de ordem fonológica, eles não são sinônimos. É importante fazer uma distinção conceitual entre eles:


Desvio Fonológico:
A Fonologia estuda a maneira como o sistema de sons (fonemas) de uma língua se organiza e funciona. Também os classifica em unidades mínimas, que se distinguem entre si (fonemas – menor elemento sonoro capaz de estabelecer uma distinção de significados entre as palavras).
A aquisição do sistema fonológico é gradual e realizada a partir de simplificações da fala adulta (processos fonológicos). Essas simplificações vão sendo gradativamente superadas e adequadas ao padrão adulto. Esse é um processo mental, cognitivo, no qual a criança vai construindo uma consciência dos traços sonoros que compõem e distinguem os fonemas.
Até a idade de cinco anos, em média, a criança deve ser capaz de usar corretamente os fonemas da língua.
O Desvio Fonológico é um transtorno linguístico em que ocorre uma desorganização no sistema fonológico da criança frente ao sistema padrão da comunidade linguística a qual ela pertence. Essas alterações na produção da fala ocorrem sem que existam problemas de ordem motora, intelectual ou emocional.

Distúrbio Articulatório e Dislalia:
A Dislalia foi um termo utilizado para indicar dificuldades na articulação dos fonemas ocasionadas por alterações funcionais nos órgãos periféricos da fala.
Distúrbio Articulatório é a expressão utilizada atualmente, em substituição ao termo Dislalia.
Neste transtorno de natureza funcional, portanto, é o aspecto motor da linguagem – os movimentos articulatórios – que se encontra prejudicado, sem que haja uma causa orgânica que o justifique.

Distúrbio do Processamento Auditivo Central! O que é?