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sábado, 5 de abril de 2014

Por que perdemos o paladar quando estamos resfriados?

Vamos entender  por que não sentimos o gosto dos alimentos quando estamos resfriados.

Na língua e na garganta estão as papilas gustativas, que conseguem distinguir os sabores doce, salgado, amargo e azedo.

1. Cabe ao olfato 50% da percepção do sabor. É ele quem vai diferenciar se aquele doce é um pudim de chocolate ou de baunilha. Ao ser mastigado, o alimento libera moléculas que entram pela cavidade nasal junto com o ar.

2. Se você pega um resfriado forte, as células ligadas ao nervo olfativo, que se localizam na parte superior do nariz, ficam cobertas de muco. Irritada, a mucosa nasal incha, dificultando a passagem do ar. Tudo isso faz com que as moléculas liberadas pela comida não alcancem as células capazes de identificá-las. A percepção do gosto fica comprometida.
FONTE: Revista Saúde


quinta-feira, 3 de abril de 2014

Autismo - Dicas de Brincadeiras Sensoriais

O principal objetivo destas brincadeiras é estimular a interação social e ajudar pais, cuidadores e professores a promover as habilidades sociais em crianças com Transtornos do Espectro Autista. Se a crianças estiver se divertindo, vai querer continuar brincando. Quanto mais brincar, mais oportunidades terão de aprender.
Achou: “Achou” é uma das primeiras brincadeiras que as crianças aprendem. Ponha uma coberta sobre seu filho. Tire então a coberta para “descobri-lo” e diga “Achou!” Planeje quais participações seu filho pode ter para manter a brincadeira andando e quando pode participar enquanto a coberta está sobre ele ou depois que você o descobriu. Os tipos e número de participações dependem do estágio de comunicação da criança.
Esconde-esconde : “Esconde-esconde” seu filho pode se esconder em lugares apertados ou ser coberto por travesseiros e cobertas. Mas o Esconde-esconde oferece a ele maior variedade de participações.
Cócegas ou Cosquinhas: Muitas crianças pequenas gostam de brincadeiras envolvendo algum tipo de toque ou pressão profunda, tais como cócegas, massagem ou abraço. Esses tipos de brincadeiras são especialmente atraentes para crianças que buscam ativamente essas sensações. Um toque firme ou pressão profunda podem ter um efeito calmante sobre algumas crianças. Em vez de fazer cócegas, tente dar-lhe alguns apertões firmes, mas gentis, acima da sua barriga.
Cavalinho:  Na Brincadeira de Cavalinho, seu filho sobe nos seus ombros ou, se ele gosta da sensação de pressão profunda, pode deitar  de barriga para baixo sobre suas costas para uma “cavalgada”. Quando você parar, a participação dele será pedir que recomece. Subsequentemente, seu filho poderá lhe dizer quando parar e quando andar.
Aviãozinho:  Nas brincadeiras de Aviãozinho, você joga seu filho para cima, levanta-o em pé sobre seus joelhos, leva-o em um passeio sobre suas pernas e então o coloca de volta no chão. Como pode perceber, há muitas variações de Aviãozinho. Se o seu filho gosta de movimento, vai gostar pelo menos de uma dessas brincadeiras.
Um, dois, três e já! Brinque da mesma maneira que você brinca de Aviãozinho, só que em vez de jogar seu filho para cima, balance-o segurando seus braços e diga “Um, dois, três e (pausa)” balança! (ou “vai!”, ou “oba!”). Se você ainda não estiver dizendo “Um, dois, três” em outras brincadeiras, tente outra frase repetitiva, como “Atenção, preparar - balança”!,
Pega-pega : Brincadeiras com correria são as favoritas de crianças que estão sempre em movimento. Pega-pega é uma brincadeira na qual você corre atrás do seu filho para pegá-lo ou que ele corre atrás de você! Depois que seu filho aprender a brincadeira com você, será mais fácil incluir outras crianças e brincar no parque ou na escola.
Cabo de Guerra: (Um, dois, três -Puxa!) Se o seu filho gosta de segurar-se às coisas, uma brincadeira de cabo de guerra não satisfaz somente esta necessidade, mas também o ajuda a interagir e se comunicar. Para brincar, cada um segura em uma ponta de uma toalha ou lençol, dependendo do que ele preferir. Diga: “Um, dois, três ... puxa!” e então puxe o tecido de maneira gentil mas firme.
Um, dois, três – Pula! Brinca-se de Um, dois, três – Pula! da mesma maneira que “Aviãozinho”. Mas em vez de levantar seu filho sobre sua cabeça, segure suas mãos e pulem juntos dizendo: “Um, dois, três, pula!” Se ele gosta de pular, pode providenciar uma mini cama elástica, encontrada em lojas de material esportivo. Se ele usar a cama elástica, não esqueça de interromper os pulos para que tenha a oportunidade de pedir mais.
Brincadeira com bola grande: Uma bola grande o suficiente para que seu filho possa sentar-se sobre ela é ideal para esta brincadeira. Seu filho pode sentar-se sobre ela, deitar-se de barriga para baixo, ajoelhar-se enquanto você o segura. Bata suavemente a bola e diga “Atenção, preparar – já!” ou “Um, dois, três – pula” ou “Pula, pula, em cima da – bola!”. Crie oportunidades para que seu filho participe, de acordo com seu estágio de comunicação.
Montanha de travesseiros: Esta brincadeira oferece uma série de estímulos – correr, pular e sentir pressão sobre o corpo. Junto com seu filho, monte uma montanha de travesseiros ou almofadas, colocando-os uns sobre os outros. Enquanto vai construindo a montanha, conte cada travesseiro ou almofada, levantando os dedos para indicar os números. Diga, então: “Vamos pular!” e ajude seu filho a pular para cima das almofadas e travesseiros.
Referencias: Livro mais do que palavras – Fern Sussman

quarta-feira, 12 de março de 2014

CRIANÇA QUE FALA ERRADO TEM MAIOR PROBABILIDADE DE ESCREVER ERRADO

Você sabe qual é a área do cérebro que utilizamos para escrever? Se não souber responder, não se preocupe. O motivo é simples: não há uma área específica do cérebro para a escrita.
 
O ato de escrever foi desenvolvido pelo homem a fim de se comunicar. Por não ser algo natural, para realizá-lo acionamos os mesmos mecanismos cerebrais que utilizamos para falar, convertendo assim o som em imagem. “É por isso que quando lemos algo em voz baixa ouvimos nossa própria voz em nossa cabeça”, explica fonoaudióloga e psicopedagoga Telma Pantâno. Ou seja, falar e escrever são ações profundamente relacionadas e dificuldades em uma dessas competências podem refletir na outra.
É por isso que o problema da fala não deve ser subestimado. “Uma fala errada, que ao mesmo tempo é irresistivelmente engraçadinha, pode mascarar a dificuldade da criança em se comunicar adequadamente”, alerta a também fonoaudióloga Marta de Toledo Prioli.
Muitas vezes, as dificuldades de aprendizagem, comportamento e linguagem são confundidas, o que produz inúmeros diagnósticos equivocados. As crianças acabam sendo rotuladas como problemáticas, quando, na verdade, possuem problemas de comunicação.

Qual a relação da fala com a escrita?
A escrita é a relação entre um som de nossa língua (fonema) e um sinal gráfico (grafema). Normalmente, cada fonema é representado por uma única letra; assim, para representar o fonema /i/, usamos o grafema i. Para escrever, devemos relacionar um som com um sinal gráfico, mas se a produção desse som não for adequada (no caso de quem fala errado), a escrita poderá ficar prejudicada.

Quais são os problemas relacionados à fala?
Algumas alterações são mais evidentes, como gagueira, língua presa e rouquidão, porém outras não são tão óbvias e podem causar grandes transtornos. E os professores muitas vezes não são preparados para diferenciar as alterações de linguagem, fala e voz, que não são a mesma coisa. A presidente da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, Irene Marchesan, explica que a linguagem consiste naquilo que se quer dizer, a fala é a articulação dos sons, e a voz, que faz parte da fala, é o som em si, com determinada frequência e intensidade.As alterações de fala que mais prejudicam o aprendizado da escrita são as de origem perceptiva: a criança, mesmo escutando perfeitamente bem, não percebe auditiva-sinestesicamente as características de um determinado som e por isso não consegue reproduzi-lo.
De acordo com Jaime Zorzi, médico-fonoaudiólogo e especialista em crianças com dificuldade de aprendizagem, o sucesso da comunicação escrita depende muito da comunicação oral. Ele contou a história de dois meninos com dificuldades para aprender a ler e escrever. Jaime ditava aos garotos uma palavra e, na primeira tentativa, o resultado era desastroso: as letras no papel não tinham nenhuma relação com o que fora dito.
Em seguida, Jaime ajudava a criança a escutar os sons das palavras, separando-as em sílabas. Assim, conforme os meninos repetiam em voz alta os sons pretendidos, o resultado melhorava. “Quando falavam, se saíam bem”, resume. Ao fonoaudiólogo, assim, cabe trabalhar a oralidade para automatizar escrita.
Quem fala errado tem também maior dificuldade em se fazer entender, gerando problemas de comunicação e de relacionamento. Diante disso, a criança pode reagir de forma agressiva ou introspectiva, mostrando-se insegura e com baixa autoestima, prejudicando o processo de aprendizagem.

Como os professores podem ajudar?
É importante que professores e educadores tenham conhecimento da questão, pois convivem mais com as crianças do que seus médicos e, por isso, podem identificar antes uma disfunção. Se um aluno não consegue acompanhar o ritmo da classe, é preciso investigar o porquê.Além disso, é importante incentivar as crianças e jovens a falarem em aula. De acordo com Telma, a partir do momento em que ensinamos as crianças a escrever, elas param de falar: “Substituímos a fala pela escrita: o aluno precisa ler e responder por escrito. Quando ele fala, é considerado bagunceiro. Porém, pensar é fundamentalmente linguagem, precisamos saber se eles utilizam corretamente a análise sintática na fala e como isso vai aparecer na escrita. Quanto mais falamos, mais aprendemos a falar”, completa.
Segundo a orientadora pedagógica da escola Vera Cruz, em São Paulo, Daniela Pannuti, há casos em que a criança consegue superar eventuais dificuldades, como trocas de letras e omissões de fonemas, no decorrer do trabalho de alfabetização, a partir de atividades propostas pelo professor. Um exemplo de atividade é usar de um repertório estável, como uma lista de nomes dos colegas e das atividades de rotina, afixadas na sala de aula. Conforme se apropria dessa lista e faz associações entre as sílabas da lista com outras palavras, a criança consegue progressivamente corrigir seus erros de fala.

Como os pais podem ajudar?
Uma dica simples e valiosa para os pais: ao conversar com seu filho, use vocabulário apropriado à idade, mas sempre fale corretamente. Nunca infantilize sua fala para imitar o modo de falar dos bebês, como “bincar” ao invés de brincar, “tetê” em vez de mamadeira, pois dessa forma os pais incentivam a criança a persistir no erro.Cuidar da alimentação também pode ajudar, pois certos nutrientes interferem no processo de fortalecimento da musculatura oral. É imprescindível que as crianças consumam alimentos sólidos para fortalecer tais músculos, assim como o uso de mamadeiras e chupetas não deve ser prolongado, ainda que os bicos sejam ortodônticos.

Quando procurar ajuda?
A atuação clínica é fundamental para corrigir distúrbios da comunicação em geral. A partir do momento em que se corrigem problemas de fala, previnem-se também os de escrita. Da mesma forma, problemas comportamentais também podem ser corrigidos: quando as crianças aprendem a se comunicar, elas param de bater, chutar, morder…Os distúrbios variam de caso a caso, mas, em geral, se seu filho já completou 4 anos e ainda fala errado, ele deve ser avaliado por um fonoaudiólogo, pois isso evitará danos futuros no processo de alfabetização.

Fonte: ABRAMO - Associação Brasileira de Motricidade Orofacial


terça-feira, 11 de março de 2014

Nossos queridos amigos! Neurônios Espelho


Estimule o bebê a falar em nove passos

Ele mal abre a boca e os pais já começam a imaginar coisas, de tão esperada que é a primeira palavra do bebê. Qualquer balbucio ou gemido é entendido como o primeiro sinal de que a criança vai começar a falar – e haja expectativa em torno desse desenvolvimento. “Normalmente, a partir dos seis meses, o bebê já expressa as primeiras sílabas, como bababa ou papapa”, afirma a fonoaudióloga Debora Befi-Lopes, coordenadora do Departamento de Linguagem da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia. Com 12 meses, já há chances de ouvir “mamãe” ou “papai”.

Algumas crianças demoram um pouco mais, o que não deve ser encarado como um problema pelos pais. “Só é preocupante quando a criança passa dos 24 meses sem produzir palavras e a ajuda de um fonoaudiólogo passa a ser necessária”, diz a especialista. Para que esse desenvolvimento da linguagem ocorra dentro do esperado, aproveite os cuidados com o bebê indicados por especialistas.

*Diga sempre a pronúncia correta
Desde os primeiros meses, o bebê tenta imitar o que vê: movimentos de boca, piscadas de olhos, sorrisos, entre outras ações. Com os sons, não é diferente. “A criança aprende observando, daí a importância de falar corretamente com ela”, diz a fonoaudióloga Debora. Se ela aprender errado, pode ter um trabalho danado mais tarde para conseguir corrigir.

*Falar da forma natural
Não fique infantilizando a voz quando for falar com o bebê, como falar no diminutivo e em tom mais fino. É preciso que ele se sinta inserido nas conversas entre os pais com o máximo de naturalidade. “Fale de forma simples, com boa entonação, destacando os nomes de objetos e pessoas”, afirma Debora Befi-Lopes.

*Olhe para ele e mostre a sua boca
O contato visual é muito importante para estimular a afetividade e serve de incentivo para o bebê se espelhar em você. A fonoaudióloga Debora também explica que, quando ele consegue ver o movimento da boca, entende o modo como o som é produzido e pode imitar melhor.

*Cuidado com a euforia
Quando o bebê começa a balbuciar as primeiras palavras, vale incentivá-lo mostrando que você está contente, mas isso tem limite. “Muita euforia por causa da nossa ansiedade como pais pode assustar a criança e atrapalhar o seu desenvolvimento”, afirma a fonoaudióloga Ana Paula Bautzer, da Clínica de Especialidades Integrada. Procure deixá-lo confortável, evitando gritar ou chamar a família toda ao menor sinal de balbucio.

*Peça ajuda do irmão mais velho
“O bebê consegue diferenciar uma criança de um adulto e pode aprender e imitar mais rápido com ela”, afirma Ana Paula Bautzer. Pedir para o irmão que brinque com o bebê também faz com que o mais velho se sinta importante em vez de excluído. Se o bebê for o primeiro filho, vale a pena procurar o contato com outras crianças.

*Não deixe a criança acomodada
Mimar demais prejudica tanto o comportamento quanto o desenvolvimento do bebê. Se tudo o que ele quer está na frente dele toda hora, sem precisar chorar, apontar, tentar balbuciar ou fazer qualquer sinal, não há estímulo para que ele melhore a comunicação. “O mimo em excesso pode impedir que a criança explore o seu mundo e fazer com que ela perca a curiosidade para aprender”, diz a fonoaudióloga Ana Paula.

*Brinque bastante
O ato de brincar também é ensinar. Segundo Ana Paula Bautzer, pais que se divertem com a criança não só estimulam o aprendizado dela como eles mesmos passam a olhar e entender como é o próprio filho, quais são os seus comportamentos. O bebê que vive em um ambiente estressante e cheio de tensões pode ter mais dificuldades para se desenvolver de forma saudável.

*Desligue rádio, televisão e computador
A competição da fala dos pais com o som de outros aparelhos pode atrapalhar o entendimento e a concentração do bebê. “Não que esses meios de comunicação sejam prejudiciais, mas não podem ser o principal elemento de estimulação, porque não são meios naturais de desenvolvimento da fala e linguagem”, afirma a fonoaudióloga Marcella Vidal, da Telex Soluções Auditivas.

*Aproveite situações da rotina
“Quanto mais a criança for exposta à linguagem, melhor será para seu desenvolvimento”, afirma a fonoaudióloga Marcella. Por isso, aproveite para contar histórias, cantar músicas e dizer o que você está fazendo com ele na hora do banho, de dormir ou em outros momentos do dia. Pode parecer que o bebê não está entendendo nada, mas não se engane: o cérebro dele já está memorizando as palavras. “Por volta de um ano de idade, uma criança pode produzir ao redor de 10 palavras e compreender mais de 20″, afirma Debora Befi-Lopes.

Fonte: ABRAMO - Associação Brasileira de Motricidade Orofacial

Desvio Fonológico, Distúrbio Articulatório ou Dislalia?


Apesar de estes termos serem encontrados na literatura e no uso corrente dos profissionais de fonoaudiologia para designar alterações de ordem fonológica, eles não são sinônimos. É importante fazer uma distinção conceitual entre eles:


Desvio Fonológico:
A Fonologia estuda a maneira como o sistema de sons (fonemas) de uma língua se organiza e funciona. Também os classifica em unidades mínimas, que se distinguem entre si (fonemas – menor elemento sonoro capaz de estabelecer uma distinção de significados entre as palavras).
A aquisição do sistema fonológico é gradual e realizada a partir de simplificações da fala adulta (processos fonológicos). Essas simplificações vão sendo gradativamente superadas e adequadas ao padrão adulto. Esse é um processo mental, cognitivo, no qual a criança vai construindo uma consciência dos traços sonoros que compõem e distinguem os fonemas.
Até a idade de cinco anos, em média, a criança deve ser capaz de usar corretamente os fonemas da língua.
O Desvio Fonológico é um transtorno linguístico em que ocorre uma desorganização no sistema fonológico da criança frente ao sistema padrão da comunidade linguística a qual ela pertence. Essas alterações na produção da fala ocorrem sem que existam problemas de ordem motora, intelectual ou emocional.

Distúrbio Articulatório e Dislalia:
A Dislalia foi um termo utilizado para indicar dificuldades na articulação dos fonemas ocasionadas por alterações funcionais nos órgãos periféricos da fala.
Distúrbio Articulatório é a expressão utilizada atualmente, em substituição ao termo Dislalia.
Neste transtorno de natureza funcional, portanto, é o aspecto motor da linguagem – os movimentos articulatórios – que se encontra prejudicado, sem que haja uma causa orgânica que o justifique.

Distúrbio do Processamento Auditivo Central! O que é?


quarta-feira, 29 de maio de 2013

Bioética e Fonoaudiologia



A Bioética é uma área de conhecimento interdisciplinar relativamente nova e surgiu em função da necessidade de se discutir os efeitos  resultantes do avanço tecnológico das ciências da área da saúde, bem como aspectos tradicionais da relação  de profissionais desta área  e pacientes.
 A Bioética surgiu como uma ética aplicada,  sendo definida como ”o estudo sistemático das dimensões morais - incluindo uma visão moral, decisões, condutas e políticas - das ciências da vida e cuidados da saúde, empregando uma variedade de metodologias éticas em um ambiente multidisciplinar”. Atualmente a |Bioética é vista como uma reflexão interdisciplinar dos aspectos morais, legais, sociais, culturais, assistenciais, psicológicos, econômicos, entre eoutros, envolvidos em uma ação ou problema detectado por um profissional de saúde, paciente, cidadão ou pela própria sociedade.
 A Bioética, limitando-se o campo á área da saúde, pode ser envolver questões assistências e de pesquisa. A Bioética Clínica visa auxiliar os profissionais da saúde, pacientes ou seus familiares a tomarem decisão frente a dilemas morais que surgem nas atividades de atenção à saúde. Já a Bioética na Pesquisa visa resguardar os direitos das pessoas participantes de projetos, seja como sujeitos, pesquisadores ou trabalhadores, no que se refere a proteção a riscos, desconfortos, privacidade e abusos de qualquer espécie.
 A Fonoaudiologia, como uma profissão e especialidade da área da saúde, têm muitas áreas de interesse bioético. As questões que envolvem a realização de pesquisas, os aspectos referentes ao atendimento de pacientes com doenças genéticas associadas, a eventualidade da morte dos pacientes, as atividades de consultoria e as interfaces com os demais profissionais são exemplos disto.
 A realização de pesquisas na área de Fonoaudiologia deve ser adequada aos princípios básicos de todo e qualquer projeto de investigação em seres humanos. Devem ser considerados como relevantes a capacitação dos pesquisadores, a adequação metodológica dos projetos de pesquisa, a obtenção de Consentimento Informado de todos os participantes e a sua avaliação prévia por um Comitê de Ética em Pesquisa. Todos os projetos de pesquisa devem ser planejados e executados por profissionais habilitados à realizar este tipo de atividade, que tenham tido alguma formação para a investigação. Esta capacitação pode ser expressa pela adequação metodológica e ética do projeto de pesquisa. O projeto deve ter potencial para gerar novos conhecimentos, deve ser socialmente relevante e exeqüível. Todos os participantes da pesquisa devem ser informados adequadamente sobre todos os riscos, benefícios, desconfortos e procedimentos que serão realizados. Com base na compreensão destas informações devem dar a sua autorização para participar na pesquisa que pode ser documentada em um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Finalmente, o projeto de pesquisa deve ser avaliado por um Comitê de Ética na Pesquisa, que atuando de forma independente, poderá autorizar a sua realização ou sugerir adequações que se fizerem necessárias.
A competência técnica aliada ao respeito para com os pacientes e outras pessoas envolvidas são os fatores determinantes para o adequado exercício profissional. Uma destas características, fundamental a todos os profissionais da saúde, é a imperturbabilidade, isto é, não deixar que reações de contratransferência prejudiquem o seu processo de tomada de decisão.
 A interação da Bioética com a Fonoaudiologia é extremamente fértil. Todos os envolvidos devem buscar desenvolver e  ampliar os espaços de reflexão sobre os aspectos morais envolvidos na prática profissional dos Fonoaudiólogos.

Fonte: José Roberto Goldim / www.bioetica.ufrgs.br


Mãos limpas! Paciente Seguro! Previne doenças e você ganha saúde!




segunda-feira, 27 de maio de 2013

Fonoaudiologia e a Esclerose Lateral Amiotrófica - ELA


Para os pesquisadores, familiares e portadores de Esclerose Lateral Amiotrófica – ELA. Seguem excelentes livretos que enfocam a patologia citada!

* Esclerose Lateral Amiotrófica Atualização 2010.
http://www.abrela.org.br/PDF/livreto_2010.pdf

* Primeiro Manual de informações para pacientes, familiares e Cuidadores elaborado pela ABrELA
http://www.abrela.org.br/PDF/primeiro_manual.pdf

*Manual de uma paciente com ELA.
http://www.abrela.org.br/pdf/Manual_Paciente.pdf

Segue ainda, a dica do livro que eu adorei e recomendo: Eu e ELA: Minha relação com a Esclerose Lateral Amiotrófica.
Escrito pelo Dr. Silvio Antonio Zanini, um médico-paciente paciente de esclerose lateral amiotrófica (ELA). Ele mostra como é o dia-a-dia com a doença, a perda gradativa dos movimentos e da fala, mas como é possível ainda possuir autonomia e alegria de viver.
http://www.abrela.org.br/abr_page_publicacoes.html

Sinais de AVC. Fique Atentos



AVC – Sintomas:
É importante aprender a reconhecer o AVC  e procurar rapidamente um serviço de atendimento de emergência no início súbito de qualquer um dos sintomas abaixo:
- Fraqueza ou formigamento na face, no braço ou na perna,  especialmente em um lado do corpo; 
- Confusão, alteração da fala ou compreensão;
- Alteração na visão (em um ou ambos os olhos);
- Alteração do equilíbrio,  na coordenação ou alteração no andar;  
- Dor de cabeça súbita, intensa, sem causa aparente.
Dicas para se prevenir do AVC
- Mantenha a pressão arterial sob controle;
- Evite o consumo de sal em excesso;
- Modere a ingestão de bebidas alcoólicas;
- Não fume;
- Controle o peso;
- Tenha uma alimentação saudável: evite gorduras e frituras, coma bastantes frutas, verduras e fibras;
- Pratique exercícios físicos regularmente;
- Evite o estresse: faça atividades relaxantes como caminhadas ao ar livre.

SALIVA. Funções e propriedades


A nossa boca faz parte do sistema digestório e é nela que começa a digestão, auxiliada pela saliva, um líquido produzido por três pares de glândulas salivares: as parótidas, as submandibulares e as sublinguais.
A saliva tem como função lubrificar e diluir o alimento (facilitando a mastigação, a gustação e a deglutição), além de proteger contra bactérias e umedecer a boca. A saliva é composta por ar (por isso o aspecto espumoso), água (99,5%), ptialina, nitrogênio, enxofre, potássio, sódio, cloro, cálcio, magnésio, ácido úrico e ácido cítrico. Possui também proteínas enzimáticas, estruturais e imunológicas.
A saliva humana contém uma substância chamada de imunoglobulina secretória A (IgA), que tem a função de proteger o organismo contra vírus que invadem o trato respiratório e digestivo. A saliva também possui um efeito microbiano, que controla o crescimento de bactérias, por isso, quando não há saliva, há maiores chances de aparecerem cáries dentárias. Alterações na quantidade de saliva também podem causar halitose.
Uma das enzimas presentes em nossa saliva é a amilase salivar, também conhecida como ptialina, que inicia a digestão do amido e do glicogênio, quebrando-os em maltose. A ptialina age no pH neutro da boca, mas é inibida ao chegar no estômago, por causa da acidez do suco gástrico.
Uma pessoa adulta produz cerca de 1 a 2 litros de saliva por dia e ao ingerir algum alimento, a quantidade de saliva secretada aumenta. Ficamos com “água na boca” porque o nosso sistema nervoso estimula a produção de saliva pelas glândulas salivares quando sentimos o cheiro ou o sabor de algum alimento.
XEROSTOMIA é uma alteração na quantidade de saliva na boca. Pode ser causada pela ingestão de alguns medicamentos, idade avançada (com o envelhecimento, as glândulas salivares vão se atrofiando), câncer na região da cabeça e pescoço, diabetes, entre outros. Com baixa quantidade de saliva, os riscos de se ter doenças periodontais, saburra na língua e mau hálito são maiores. Isso também impede a mastigação adequada dos alimentos, fazendo com que a pessoa mude a consistência dos alimentos que ingere, podendo causar problemas digestivos.  

domingo, 17 de fevereiro de 2013