EstimuLar

quinta-feira, 13 de março de 2014

Livreto RESPOSTAS PARA PERGUNTAS FREQUENTES NA ÁREA DA FONOAUDIOLOGIA EDUCACIONAL

http://www.sbfa.org.br/portal/pdf/faq_educacional.pdf

Livreto RESPOSTAS PARA PERGUNTAS FREQUENTES NA ÁREA DE FONONCOLOGIA

http://www.sbfa.org.br/portal/pdf/faq_fononcologia.pdf

Livreto RESPOSTAS PARA PERGUNTAS FREQUENTES NA ÁREA DA VOZ

http://www.sbfa.org.br/portal/pdf/faq_voz.pdf

Livreto RESPOSTAS PARA PERGUNTAS FREQUENTES NA ÁREA DE MOTRICIDADE OROFACIAL


http://www.sbfa.org.br/portal/pdf/faq_motricidade_orofacial.pdf

Livreto RESPOSTAS PARA PERGUNTAS FREQUENTES NA ÁREA DA LINGUAGEM

http://www.sbfa.org.br/portal/pdf/faq_linguagem.pdf

Livreto RESPOSTAS PARA PERGUNTAS FREQUENTES NA ÁREA DA VOZ PROFISSIONAL

http://www.sbfa.org.br/portal/pdf/faq_voz_profissional.pdf

Livreto RESPOSTAS PARA PERGUNTAS FREQUENTES NA ÁREA DA DISFAGIA

http://www.sbfa.org.br/portal/pdf/faq_disfagia.pdf

Livreto RESPOSTAS PARA PERGUNTAS FREQUENTES NA ÁREA DE DISFONIA INFANTIL

http://www.sbfa.org.br/portal/pdf/faq_disfonia.pdf

Livro Disfonia Infantil


http://www.4shared.com/office/Z5JHvhRT/03_-_Disfonia_Infantil.html

quarta-feira, 12 de março de 2014

Deglutição - como ocorre?

Deglutição é o ato de engolir alimentos  que começa na vida fetal. É uma ação automática, que é comandada pelo tronco cerebral. Ela serve para transportar o bolo alimentar para o estômago e realizar a limpeza do trato respiratório. Por meio da deglutição, o bolo alimentar que estava na boca chega ao estômago, passando pela faringe e pelo esôfago.


video
Na entrada da laringe há uma válvula de cartilagem, chamada epiglote, e a função da epiglote é controlar a passagem do bolo alimentar para o esôfago e evitar que o alimento entre no sistema respiratório. Durante a passagem do bolo alimentar, a epiglote se abaixa, fechando a entrada da laringe. Quando respiramos, a epiglote permite que o ar entre na traqueia. Se o alimento entra na laringe, ocorre o engasgo.

CRIANÇA QUE FALA ERRADO TEM MAIOR PROBABILIDADE DE ESCREVER ERRADO

Você sabe qual é a área do cérebro que utilizamos para escrever? Se não souber responder, não se preocupe. O motivo é simples: não há uma área específica do cérebro para a escrita.
 
O ato de escrever foi desenvolvido pelo homem a fim de se comunicar. Por não ser algo natural, para realizá-lo acionamos os mesmos mecanismos cerebrais que utilizamos para falar, convertendo assim o som em imagem. “É por isso que quando lemos algo em voz baixa ouvimos nossa própria voz em nossa cabeça”, explica fonoaudióloga e psicopedagoga Telma Pantâno. Ou seja, falar e escrever são ações profundamente relacionadas e dificuldades em uma dessas competências podem refletir na outra.
É por isso que o problema da fala não deve ser subestimado. “Uma fala errada, que ao mesmo tempo é irresistivelmente engraçadinha, pode mascarar a dificuldade da criança em se comunicar adequadamente”, alerta a também fonoaudióloga Marta de Toledo Prioli.
Muitas vezes, as dificuldades de aprendizagem, comportamento e linguagem são confundidas, o que produz inúmeros diagnósticos equivocados. As crianças acabam sendo rotuladas como problemáticas, quando, na verdade, possuem problemas de comunicação.

Qual a relação da fala com a escrita?
A escrita é a relação entre um som de nossa língua (fonema) e um sinal gráfico (grafema). Normalmente, cada fonema é representado por uma única letra; assim, para representar o fonema /i/, usamos o grafema i. Para escrever, devemos relacionar um som com um sinal gráfico, mas se a produção desse som não for adequada (no caso de quem fala errado), a escrita poderá ficar prejudicada.

Quais são os problemas relacionados à fala?
Algumas alterações são mais evidentes, como gagueira, língua presa e rouquidão, porém outras não são tão óbvias e podem causar grandes transtornos. E os professores muitas vezes não são preparados para diferenciar as alterações de linguagem, fala e voz, que não são a mesma coisa. A presidente da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, Irene Marchesan, explica que a linguagem consiste naquilo que se quer dizer, a fala é a articulação dos sons, e a voz, que faz parte da fala, é o som em si, com determinada frequência e intensidade.As alterações de fala que mais prejudicam o aprendizado da escrita são as de origem perceptiva: a criança, mesmo escutando perfeitamente bem, não percebe auditiva-sinestesicamente as características de um determinado som e por isso não consegue reproduzi-lo.
De acordo com Jaime Zorzi, médico-fonoaudiólogo e especialista em crianças com dificuldade de aprendizagem, o sucesso da comunicação escrita depende muito da comunicação oral. Ele contou a história de dois meninos com dificuldades para aprender a ler e escrever. Jaime ditava aos garotos uma palavra e, na primeira tentativa, o resultado era desastroso: as letras no papel não tinham nenhuma relação com o que fora dito.
Em seguida, Jaime ajudava a criança a escutar os sons das palavras, separando-as em sílabas. Assim, conforme os meninos repetiam em voz alta os sons pretendidos, o resultado melhorava. “Quando falavam, se saíam bem”, resume. Ao fonoaudiólogo, assim, cabe trabalhar a oralidade para automatizar escrita.
Quem fala errado tem também maior dificuldade em se fazer entender, gerando problemas de comunicação e de relacionamento. Diante disso, a criança pode reagir de forma agressiva ou introspectiva, mostrando-se insegura e com baixa autoestima, prejudicando o processo de aprendizagem.

Como os professores podem ajudar?
É importante que professores e educadores tenham conhecimento da questão, pois convivem mais com as crianças do que seus médicos e, por isso, podem identificar antes uma disfunção. Se um aluno não consegue acompanhar o ritmo da classe, é preciso investigar o porquê.Além disso, é importante incentivar as crianças e jovens a falarem em aula. De acordo com Telma, a partir do momento em que ensinamos as crianças a escrever, elas param de falar: “Substituímos a fala pela escrita: o aluno precisa ler e responder por escrito. Quando ele fala, é considerado bagunceiro. Porém, pensar é fundamentalmente linguagem, precisamos saber se eles utilizam corretamente a análise sintática na fala e como isso vai aparecer na escrita. Quanto mais falamos, mais aprendemos a falar”, completa.
Segundo a orientadora pedagógica da escola Vera Cruz, em São Paulo, Daniela Pannuti, há casos em que a criança consegue superar eventuais dificuldades, como trocas de letras e omissões de fonemas, no decorrer do trabalho de alfabetização, a partir de atividades propostas pelo professor. Um exemplo de atividade é usar de um repertório estável, como uma lista de nomes dos colegas e das atividades de rotina, afixadas na sala de aula. Conforme se apropria dessa lista e faz associações entre as sílabas da lista com outras palavras, a criança consegue progressivamente corrigir seus erros de fala.

Como os pais podem ajudar?
Uma dica simples e valiosa para os pais: ao conversar com seu filho, use vocabulário apropriado à idade, mas sempre fale corretamente. Nunca infantilize sua fala para imitar o modo de falar dos bebês, como “bincar” ao invés de brincar, “tetê” em vez de mamadeira, pois dessa forma os pais incentivam a criança a persistir no erro.Cuidar da alimentação também pode ajudar, pois certos nutrientes interferem no processo de fortalecimento da musculatura oral. É imprescindível que as crianças consumam alimentos sólidos para fortalecer tais músculos, assim como o uso de mamadeiras e chupetas não deve ser prolongado, ainda que os bicos sejam ortodônticos.

Quando procurar ajuda?
A atuação clínica é fundamental para corrigir distúrbios da comunicação em geral. A partir do momento em que se corrigem problemas de fala, previnem-se também os de escrita. Da mesma forma, problemas comportamentais também podem ser corrigidos: quando as crianças aprendem a se comunicar, elas param de bater, chutar, morder…Os distúrbios variam de caso a caso, mas, em geral, se seu filho já completou 4 anos e ainda fala errado, ele deve ser avaliado por um fonoaudiólogo, pois isso evitará danos futuros no processo de alfabetização.

Fonte: ABRAMO - Associação Brasileira de Motricidade Orofacial


Sete dicas para seu filho parar de chupar o dedo

Chupar o dedo, eis aqui um hábito muito relacionado com as crianças pequenas, e que está presente literalmente desde o útero. É muito comum que desde o ultrassom sejam captadas imagens do feto já tendo esse hábito! “Os bebês têm desde antes do nascimento, um reflexo de sucção muito forte, sugando tudo que surge próximo à sua boca”, explica o pediatra Sylvio Renan Monteiro de Barros, da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e da MBA Pediatria. Esse reflexo é justamente para sua sobrevivência, já que dele depende a amamentação, sua primeira forma de alimentação. Mas muitas vezes o dedo pode ser uma boa opção para isso.
O normal é que esse reflexo primitivo desapareça com o tempo, ao menos até uns 4 meses de idade. Mas com o tempo, ele vai adquirindo significado. “Normalmente o ato de sugar o dedo no primeiro e segundo mês de vida é puro reflexo e depois o bebê aprende a fazer isso até explorando os movimentos mão-boca”, relata a fonoaudióloga Irene Marchesan, presidente da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia (SBFa). Depois, a criança pode continuar com o hábito por prazer ou por ter uma sensação de acolhimento.
Porém, o grande problema é que chupar o dedo causa diversos problemas. “Se isso se prolonga, pode interferir no posicionamento dos dentes quando eles começam a erupcionar ou até no crescimento dos ossos da face, principalmente da maxila, já que o dedos mais sugado é o dedão voltado para cima”, ensina a especialista. Distúrbios da fala também podem aparecer, com a continuidade desse hábito.
Mas como fazer a criança largar o hábito? “Só se consegue retirar mesmo o hábito se a criança tiver força de vontade para isso. Da mesma forma que funciona com adultos que são motivados a abandonar um vício, é preciso motivar seu filho para a mudança”, acredita Sylvio Renan. Existem diversos métodos e quanto mais tarde são aplicados, mais difícil a adesão. Listamos alguns para você testar qual funciona melhor com seu filho.

Troque por uma chupeta
Quando o ato de sucção ainda é um reflexo primitivo, o dedo não é exatamente o foco. Nessa época, vale trocar por uma chupeta, que é mais anatômica, causando menos males à boca e aos dentes da criança. Além disso, os especialistas concordam que é muito mais fácil descontinuar o hábito da chupeta do que o do dedo. “Com a chupeta você negocia, pode dizer que vai dá-la de presente para as crianças carentes, por exemplo. Você tira da criança, e por mais que ela chore por dois ou três dias, ela não tem o objeto em frente a ela, então vai aceitando. Como o dedo não tem como ser afastado, está sempre à mão”, explica o pediatra Sylvio Renan.
Amamentação - Foto: Getty ImagesNão deixe de dar de mamar
O reflexo é justamente para favorecer a amamentação. “A criança que mama ao seio, muito raramente desenvolve o hábito de chupar dedos”, acredita o pediatra Sylvio Renan. Muitas vezes, quando a mãe tem muito leite ou ele é ofertado de uma forma mais fácil, a necessidade de sucção ainda assim não é sanada, o que pode levá-lo a querer chupar o dedo. Uma solução, portanto, pode ser essa mãe ordenhar um pouco seu leite antes de dar de mamar, o que vai dificultar o trabalho e fazê-lo sugar mais para conseguir o leite. Muitas vezes a criança pode também simplesmente ficar sugando o seio da mãe sem puxar leite, o que também deve ser desencorajado, de acordo com a fonoaudióloga Irene Marchesan.
Bebê chupando o dedo dormindo - Foto: Getty ImagesObserve o hábito durante a noite
“Quando a criança fica maior e continua sugando o dedo, pode fazer isso por puro prazer ou até para ter uma sensação de acolhimento ou simplesmente para adormecer”, considera Irene. Nos últimos casos, em que o hábito a ajuda dormir, os pais podem tentar desencorajá-lo retirando o dedo do bebê durante o sono. Claro que nem sempre ele tem consciência de que faz isso dormindo, como sublinha o pediatra Sylvio Renan, então é um método que nem sempre funciona, mas pode ajudar.
Criança brincando - Foto: Getty ImagesOcupe as mãos do seu filho
Quando a criança se concentra em atividades com as mãos, a necessidade de chupar o dedo é deixada de lado. Portanto, dar a ele brincadeiras que o distraiam, ocupem sua mente e também suas mãos, pode ajudar a criança a largar o hábito. Com crianças pequenas, isso é mais complicado. “O ideal são atividades com brinquedos de montagem, que precisam de concentração e habilidade manual”, explica Sylvio. Mas isso deve ser aliado a conversas com a criança, pois quando ela parar com essa atividade, pode voltar a chupar o dedo.
Mãe e filha conversando - Foto: Getty ImagesProcure as motivações da criança
Muitas vezes o ato de chupar o dedo é uma forma de seu filho se sentir reconfortado. “Algumas crianças têm o hábito de chupar dedos por ansiedade ou insegurança. Carinho e atenção são as melhores formas de libertá-la desses sentimentos”, ensina o pediatra Sylvio Renan. Nessas horas, vale observar em que momentos o pequeno, ainda mais ele se tiver mais de um ano e meio, recorre a esse hábito e conversar com ele sobre essas situações, tentando entender por que elas causam esse tipo de emoção e explicando que ela não precisa ficar nervosa ou temerosa.
Criança levando bronca - Foto: Getty ImagesBrigar não é a melhor opção
Por outro lado, sair brigando e discutindo com a criança nunca é a melhor opção. “Chamar atenção para o fato com punições somente piora o quadro”, ressalta o pediatra, até porque isso causará nos pequenos mais ansiedade e medo. A atitude agressiva do pai nunca é recomendada. “Dizer não de forma firme, substituir o hábito por outras atividades em que outras crianças, os pais ou outros adultos estejam envolvidos pode ajudar muito mais”, acredita a fonoaudióloga Irene. “É a firmeza dos pais com relação a hábitos que mais produz resultados”, completa a especialista.
Mãe e filha - Foto: Getty ImagesNegocie horários e momentos
 Já a negociação é muito efetiva, mas não com todos. “Só dá certo com crianças mais velhas que já possam compreender o que lhes está sendo falado ou proposto”, acredita Irene. Esse entendimento começa a partir dos 18 meses, e para essas situações o pediatra Sylvio Renan ensina uma estratégia. “Recomendo aos pais fazer um joguinho com a criança: desenhar em uma cartolina um calendário, e marcar com uma estrela prateada cada dia passado sem chupar o dedo. Três dias seguidos, por exemplo, merecem uma estrela dourada, acompanhada de um pequeno presente”, ensina o médico, que reitera: caso a criança não tenha bons resultados, é importante que os pais insistam e não demonstrem frustração, pois isso pode piorar ainda mais o quadro, da mesma forma que as brigas.

Fonte: Associação Brasileira de Motricidade Orofacial 

terça-feira, 11 de março de 2014

Mastigar e engolir corretamente previnem linhas de expressão

Mastigar e engolir são atos tão automáticos que podem não receber a atenção que merecem. Ocorre que os movimentos errados podem prejudicar a saúde bucal. Segundo a Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, o ideal é praticar a mastigação bilateral para haver um equilíbrio de desgaste e tonificação muscular dos dois lados da face.

Quando a pessoa mastiga mais de um lado do que do outro pode haver alteração na arcada dentária, e a região mais afetada é a articulação temporomandibular (ATM), que liga a mandíbula ao crânio. Depois de algum tempo sofrendo com a sobrecarga, pode ocorrer inflamação e, consequentemente, dor durante a mastigação e na cabeça. A mastigação correta também é peça-chave na digestão, já que a produção de saliva é mais eficiente.
Dentre os motivos que levam a uma mastigação incorreta estão problemas odontológicos, como má oclusão e mordida cruzada, disfunção da articulação temporomandibular (D-ATM), problemas respiratórios, como rinite e desvio de septo, entre outros.
A cirurgiã-dentista, Rosileine Uliana, explica que para ver se há algum problema, basta fazer o autoexame. É só ficar na frente de um espelho e observar atentamente dois pontos: se um ombro é mais alto do que o outro e se, ao sorrir, o meio dos dentes de cima não está alinhado com o meio da arcada de baixo. “Caso haja alteração, é hora de procurar um especialista”, diz.
Engolir para rejuvenescer
Os problemas que causam a mastigação incorreta também podem influenciar a deglutição. Para compensar desequilíbrios e a movimentação errada da língua, a maioria das pessoas contrai os lábios.
Esses movimentos podem ser responsáveis pelas indesejáveis pregas e sulcos na face. As fonoaudiólogas, Silvia Manzi e Yasmin Frazão, afirmam que ao trabalhar os músculos envolvidos nas funções de mastigação, deglutição, fala e mímica facial, é possível atenuar rugas e sinais de expressão.
O segredo é equilibrar as contrações dos músculos faciais ao usá-los para falar. Isso é feito com exercícios de alongamento e inibição muscular, além de mudanças na entonação vocal. Como resultado, face mais jovem com menos rugas e uma comunicação oral mais eficiente, sem precisar fazer caretas.

Fonte: Terra


Nossos queridos amigos! Neurônios Espelho


Estimule o bebê a falar em nove passos

Ele mal abre a boca e os pais já começam a imaginar coisas, de tão esperada que é a primeira palavra do bebê. Qualquer balbucio ou gemido é entendido como o primeiro sinal de que a criança vai começar a falar – e haja expectativa em torno desse desenvolvimento. “Normalmente, a partir dos seis meses, o bebê já expressa as primeiras sílabas, como bababa ou papapa”, afirma a fonoaudióloga Debora Befi-Lopes, coordenadora do Departamento de Linguagem da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia. Com 12 meses, já há chances de ouvir “mamãe” ou “papai”.

Algumas crianças demoram um pouco mais, o que não deve ser encarado como um problema pelos pais. “Só é preocupante quando a criança passa dos 24 meses sem produzir palavras e a ajuda de um fonoaudiólogo passa a ser necessária”, diz a especialista. Para que esse desenvolvimento da linguagem ocorra dentro do esperado, aproveite os cuidados com o bebê indicados por especialistas.

*Diga sempre a pronúncia correta
Desde os primeiros meses, o bebê tenta imitar o que vê: movimentos de boca, piscadas de olhos, sorrisos, entre outras ações. Com os sons, não é diferente. “A criança aprende observando, daí a importância de falar corretamente com ela”, diz a fonoaudióloga Debora. Se ela aprender errado, pode ter um trabalho danado mais tarde para conseguir corrigir.

*Falar da forma natural
Não fique infantilizando a voz quando for falar com o bebê, como falar no diminutivo e em tom mais fino. É preciso que ele se sinta inserido nas conversas entre os pais com o máximo de naturalidade. “Fale de forma simples, com boa entonação, destacando os nomes de objetos e pessoas”, afirma Debora Befi-Lopes.

*Olhe para ele e mostre a sua boca
O contato visual é muito importante para estimular a afetividade e serve de incentivo para o bebê se espelhar em você. A fonoaudióloga Debora também explica que, quando ele consegue ver o movimento da boca, entende o modo como o som é produzido e pode imitar melhor.

*Cuidado com a euforia
Quando o bebê começa a balbuciar as primeiras palavras, vale incentivá-lo mostrando que você está contente, mas isso tem limite. “Muita euforia por causa da nossa ansiedade como pais pode assustar a criança e atrapalhar o seu desenvolvimento”, afirma a fonoaudióloga Ana Paula Bautzer, da Clínica de Especialidades Integrada. Procure deixá-lo confortável, evitando gritar ou chamar a família toda ao menor sinal de balbucio.

*Peça ajuda do irmão mais velho
“O bebê consegue diferenciar uma criança de um adulto e pode aprender e imitar mais rápido com ela”, afirma Ana Paula Bautzer. Pedir para o irmão que brinque com o bebê também faz com que o mais velho se sinta importante em vez de excluído. Se o bebê for o primeiro filho, vale a pena procurar o contato com outras crianças.

*Não deixe a criança acomodada
Mimar demais prejudica tanto o comportamento quanto o desenvolvimento do bebê. Se tudo o que ele quer está na frente dele toda hora, sem precisar chorar, apontar, tentar balbuciar ou fazer qualquer sinal, não há estímulo para que ele melhore a comunicação. “O mimo em excesso pode impedir que a criança explore o seu mundo e fazer com que ela perca a curiosidade para aprender”, diz a fonoaudióloga Ana Paula.

*Brinque bastante
O ato de brincar também é ensinar. Segundo Ana Paula Bautzer, pais que se divertem com a criança não só estimulam o aprendizado dela como eles mesmos passam a olhar e entender como é o próprio filho, quais são os seus comportamentos. O bebê que vive em um ambiente estressante e cheio de tensões pode ter mais dificuldades para se desenvolver de forma saudável.

*Desligue rádio, televisão e computador
A competição da fala dos pais com o som de outros aparelhos pode atrapalhar o entendimento e a concentração do bebê. “Não que esses meios de comunicação sejam prejudiciais, mas não podem ser o principal elemento de estimulação, porque não são meios naturais de desenvolvimento da fala e linguagem”, afirma a fonoaudióloga Marcella Vidal, da Telex Soluções Auditivas.

*Aproveite situações da rotina
“Quanto mais a criança for exposta à linguagem, melhor será para seu desenvolvimento”, afirma a fonoaudióloga Marcella. Por isso, aproveite para contar histórias, cantar músicas e dizer o que você está fazendo com ele na hora do banho, de dormir ou em outros momentos do dia. Pode parecer que o bebê não está entendendo nada, mas não se engane: o cérebro dele já está memorizando as palavras. “Por volta de um ano de idade, uma criança pode produzir ao redor de 10 palavras e compreender mais de 20″, afirma Debora Befi-Lopes.

Fonte: ABRAMO - Associação Brasileira de Motricidade Orofacial

Desvio Fonológico, Distúrbio Articulatório ou Dislalia?


Apesar de estes termos serem encontrados na literatura e no uso corrente dos profissionais de fonoaudiologia para designar alterações de ordem fonológica, eles não são sinônimos. É importante fazer uma distinção conceitual entre eles:


Desvio Fonológico:
A Fonologia estuda a maneira como o sistema de sons (fonemas) de uma língua se organiza e funciona. Também os classifica em unidades mínimas, que se distinguem entre si (fonemas – menor elemento sonoro capaz de estabelecer uma distinção de significados entre as palavras).
A aquisição do sistema fonológico é gradual e realizada a partir de simplificações da fala adulta (processos fonológicos). Essas simplificações vão sendo gradativamente superadas e adequadas ao padrão adulto. Esse é um processo mental, cognitivo, no qual a criança vai construindo uma consciência dos traços sonoros que compõem e distinguem os fonemas.
Até a idade de cinco anos, em média, a criança deve ser capaz de usar corretamente os fonemas da língua.
O Desvio Fonológico é um transtorno linguístico em que ocorre uma desorganização no sistema fonológico da criança frente ao sistema padrão da comunidade linguística a qual ela pertence. Essas alterações na produção da fala ocorrem sem que existam problemas de ordem motora, intelectual ou emocional.

Distúrbio Articulatório e Dislalia:
A Dislalia foi um termo utilizado para indicar dificuldades na articulação dos fonemas ocasionadas por alterações funcionais nos órgãos periféricos da fala.
Distúrbio Articulatório é a expressão utilizada atualmente, em substituição ao termo Dislalia.
Neste transtorno de natureza funcional, portanto, é o aspecto motor da linguagem – os movimentos articulatórios – que se encontra prejudicado, sem que haja uma causa orgânica que o justifique.

Distúrbio do Processamento Auditivo Central! O que é?